Amigos,
É com prazer que indico o blog da Monik Ornellas, muito bom
Visitem em http://consciencianarealidade.blogspot.com
NAMASTÊ
Bem Vindos !!!
Aqui voce vai encontrar matérias bem interessantes sobre YOGA, MEDITAÇÃO, ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL, ESTUDO DE VEDANTA, SISTEMA TERAPEUTICO AYURVÉDICO E QUÂNTICO, em mídia escrita, fotos e vídeo.
Espero que traga LUZ e possa ser útil para todos !!!
NAMASTÊ !!!
Paulo Roberto
Espero que traga LUZ e possa ser útil para todos !!!
NAMASTÊ !!!
Paulo Roberto
segunda-feira, 13 de junho de 2011
sábado, 11 de junho de 2011
A LÓGICA DA REENCARNAÇÃO, VALE A PENA VER !!!
DEEM UMA OLHADA NO VÍDEO EM
http://www.youtube.com/watch?v=TJWaMMoBnVQ&feature=fvwrel
http://www.youtube.com/watch?v=TJWaMMoBnVQ&feature=fvwrel
sexta-feira, 27 de maio de 2011
ENTENDENDO OS REVESTIMENTOS DOS CORPOS SUTIS ( KOSHAS ) E PLANOS DE MANISFESTAÇÃO DA CONSCIÊNCIA
Entendendo os Koshas e Lokas
O Yoga, em virtude de ser uma ciência, é o direito natural da humanidade, o que implica em não pertencer a nenhuma seita ou grupo de pessoas, nem a nenhum país ou mesmo religião.
Não estaria errada em dizer que a Índia é a terra do Yoga porque aqui é que este conhecimento foi preservado. Foi nesta terra que este conhecimento foi mantido vivo por muitos séculos entre as turbulências das guerras e da história e, por isso, devemos agradecer a estes grandes seres, os rishis e munis, que foram os cientistas originais deste planeta.
Cientistas são aqueles que, com completa liberdade de mente, sem nenhuma fobia ou noção preconcebida, exploram e experimentam profundamente, dentro das camadas misteriosas do universo e da vida. Neste sentido, os rishis foram cientistas porque eles devotaram inteiramente suas vidas a explorar o terreno misterioso da vida interior. Com a maior honestidade, coragem, sinceridade e dedicação eles gastaram seu tempo desvelando as profundas camadas da mente e da consciência, descobrindo seu poderoso potencial e a fonte de onde tudo se originou.
Sim, o crédito de todas estas descobertas vai para os antigos rishis e munis da era vêdica, assim como os créditos dos mistérios da matéria vão para os cientistas da era moderna.Claro que, naqueles tempos eles não eram conhecidos como cientistas. Eles eram conhecidos como rishi, que significa vidente, ou muni, que significa sábio, ou sannyasin, que significa aquele que entregou a si mesmo à vontade divina.
Embora, às vezes, eles sejam confundidos com monges ou religiosos sectários, não é este o caso. Eles podem ter nascido em determinada religião, assim como eu nasci hindu, você muçulmana ou cristã, mas isto não influenciou sua busca do mistério chamado ‘vida’. Quem sabe qual religião eles seguiam naqueles tempos vêdicos pré-históricos? Nós não podemos dizer com certeza, pois sabemos muito pouco sobre aquela época e o que os historiadores nos contam é mera especulação.
Assim como a única realidade que os cientistas modernos conhecem e acreditam é a da matéria, a única realidade que estes cientistas acreditavam era a da consciência. Sua busca inteira era nessa direção, porque eles acreditavam que o propósito da vida era descobrir o infinito, esta realidade que não é submetida a declínio e morte.
O finito perece e, após gastar muita energia, o indivíduo finalmente percebe que a fonte deste mundo finito é o que deve ser capturado, pois nela reside a habilidade de gerenciar ambos, o mundo finito e o infinito.
Foi esta magnífica busca, cheia de dificuldades e perigos, que os conduziu ao despertar de vijnanamaya kosha, e é por causa dos registros que deixaram para trás que hoje podemos sentar e discutir este importante tema. De outra maneira, nós nem saberíamos que temos um vijnanamaya kosha!
Os Cinco Koshas
De acordo com a ciência do Yoga, existem cinco koshas ou bainhas, camadas que envolvem este corpo físico, que se parece com o núcleo de uma cebola encoberto por várias camadas. No caso dos koshas, cada um deles é mais e mais imperceptível ao olho nu que o seu precedente.
Podemos dizer que estes koshas podem ser percebidos com abertura do terceiro olho, em estado de meditação.
Annamayakosha
O primeiro é annamayakosha, que é a camada física feita de alimento. Anna significa alimento. O grão que você come é chamado anna e o corpo composto de alimento é o que você pode tocar, ver e sentir. Ele é o substrato para os koshas sutis, que também assumem a forma e o tamanho do corpo.
Pranamaykosha
Mais sutil e não visível ao olho nu é pranamaya kosha, o qual em lugar de alimento é constituído de prana ou energia. Você pode supor que seu corpo é envolvido por este campo de prana e quando você deixa esta sala, você vai levá-lo junto. Embora você não possa vê-lo, pranamaya kosha segue você aonde quer que você vá.Entretanto, se você aumenta sua consciência através das práticas de Yoga, então você verá pranamaya kosha na forma de uma aura que envolve seu corpo.
Muitas pessoas nascem com este dom natural. Elas são capazes de ver a aura das pessoas e determinar o que está armazenado nela, porque esta aura muda continuamente de acordo com o seu estado de saúde. Até mesmo seu humor influencia a aura prânica. As frases ‘verde de inveja’ ou ‘vermelho de raiva’ são umas poucas indicações de vibrações emitidas pela aura de acordo com nosso estado mental.
Manomaya kosha
Além de pranamaya kosha, este corpo físico é envolvido por uma energia mais sutil que é puramente mental em sua natureza, conhecido como manomaya kosha. É neste nível de manomaya que o chatushtaya antahkarana, que compreende os quatro órgãos da mente - manas ou mente, buddhi ou intelecto, ahamkara ou ego e chitta ou memória - começa a perceber, analisar, registrar, entender, racionalizar, discriminar, aceitar, rejeitar e comparar, somente para nomear algumas das milhares de funções que ele realiza em nossas vidas sem esforço. Sem manomaya kosha nós não seríamos melhores do que vegetais sentados na prateleira da cozinha! Este kosha é o assento do conhecimento empírico (para).
Ele observa o mundo à volta, e embora um instrumento de consciência interna, ele tem a capacidade de externalizar a atenção assim como de internalizá-la. Quando está sobre a influência dos sentidos, está totalmente ocupado com os impulsos recebido do mundo dos cheiros, sons, cores, toques e sabores. Mas existem períodos, quando insatisfeita com a natureza finita destas experiências, em que a mente salta para dentro e, nesta hora, recebe impulsos do Ser, que recarrega e rejuvenesce manomaya kosha.
Isto acontece no estado de meditação também e é por isso que a meditação amplia os horizontes da mente, afia o intelecto, coloca o ego em sintonia com a natureza e fortalece chitta, a memória.
Vijnanamaya kosha
Além de manomaya ou mente está a camada da intuição ou vijnanamaya kosha. E é desnecessário dizer que ele é mais sutil que todos os koshas precedentes. A Taittiriya Upanishad elucida a existência de vijnanamaya kosha da seguinte maneira: “Separado do ser contido na mente, existe um outro ser composto de conhecimento intuitivo. Este também possui a forma da uma pessoa como os koshas precedentes. Fé é sua cabeça, Tasye shraddaiva shiraha; retidão é sua asa direita e verdade é sua asa esquerda, hritam dakshinah pakshaha satyamuttarah pakshaha; Yoga é sua alma, Yoga atma; e maha é seu alicerce, maha puchham partishtaha”.
Koshas e Lokas
Interessantemente, ao definir que maha é o alicerce de vijnanamayakosha, a upanishad nos dá uma dica de como os koshas estão conectados com os lokas, que são planos de consciência que o indivíduo experimenta ao elevar sua consciência de annamaya para pranamaya prosseguindo para manomaya e vijnanamaya.
Os sete (sapta) lokas são bhu, bhuvar, swar, maha, jana, tapo e satya. Enquanto bhu, bhuvar e swar - níveis terreno, intermediário e divino respectivamente - estão relacionados com annamaya, pranamaya e manomaya, maha, o nível dos siddhas (seres perfeitos), jana, o nível dos rishis e munis, e tapo, o nível das almas liberadas, se referem ao despertar, estabilização e iluminação de vijnamayakosha.
Satya loka,
o plano da bem-aventurança definitiva, corresponde a anandamayakosha, que é a própria consciência pura. A Taittitiya Upanishad define anandamayakosha como tendo a forma de uma pessoa cuja cabeça é o amor, alegria é sua asa direita, o deleite (apreço) é sua asa esquerda, bem-aventurança é seu tronco e Brahman é seu suporte ou alicerce.Maha loka, o nível dos siddhas ou santos, é o alicerce ou suporte de vijnamayakosha.
É a partir daqui que a superestrutura da consciência elevada é construída. Se o alicerce for estremecido, em outras palavras, se os siddhis que começam a se manifestar se tornam objeto de foco ou de satisfação, então o siddha certamente cairá para planos inferiores de consciência. Entretanto, se ele não permitir que os siddhis distraiam a consciência, especialmente quando ele está em estado de samadhi, então a ascensão da consciência para planos mais altos como jana, a realidade dos rishis e munis, e tapo, a realidade das almas liberadas, os jivanmuktas e videhamuktas, é definitivamente assegurada.
De Vijnanamaya para Anandamaya
O descrito acima é um passo tão importante na elevação da consciência que Patanjali em seu Raja Yoga Sutras devotou uma seção inteira a este megaevento, quando a consciência se torna capaz de perceber as quatro dimensões de tempo: passado, presente, futuro e eternidade. Patanjali nomeou este evento, quando os siddhis se manifestam, como vibhooti. Ele o chama de consumação do Yoga e alertou o aspirante para evitar ser distraído por este acontecimento.
Esse estado é o equivalente a paroksha anubhuti, ou consciência de um único ponto sem a consciência de si mesmo. Aprofundamento na consciência de paroksha anubhuti conduz o praticante a aparoksha anubhuti, que corresponde à bem-aventurança de anandamayakosha.
Assim você pode dizer que vijnanamaya é a porta de entrada para anandamaya. As experiências de vijnanamaya proporcionam vislumbres do que está armazenado para você assim que sua consciência começa a experimentar a pura alegria.
Mas a experiência novamente diminui ou cessa devido a alternância entre distrações e mente focada. Todos os siddhas e santos devem ter passado por este estágio antes de alcançar a iluminação. Os contos sobre Buddha, que antes de alcançar o nirvana encontrou demônios e donzelas encantadas, assim como a história dos 40 dias e noites que Cristo foi tentado antes de experimentar Deus, apontam nessa direção.
Quando acontece o despertar em vijnanamayakosha, siddhis começam a se manifestar. O praticante se torna vidente e telepático, começa a saber muitas coisas sobre as pessoas e sobre eventos mesmo antes que eles aconteçam.
Essa coisas aparecem a ele na forma de sonhos, pensamentos ou visões. Ele pode ser capaz de aparecer em vários lugares, a várias pessoas, ao mesmo tempo. Desenvolve o poder de ler os pensamentos dos outros e também, de modificá-los. Ou pode desenvolver poderes de cura. Suas palavras, toque, um olhar podem curar a doença mais mortal que nenhum médico conseguiu curar.
Em alguns casos excepcionais, dependendo da extensão deste advento no nível de vijnanamayakosha, ele pode ser capaz de ressuscitar alguém ou entrar no corpo de outra pessoa. Uma pessoa assim pode ser confundida com Deus, o que talvez tenha acontecido com muitos que não conheciam as manifestação dos siddhis, através do poder do Yoga, quando o despertar de vijnamayakosha acontece.
O Yoga declara, corajosamente, que você não é somente o corpo percebido com os olhos, nem é somente sangue, ossos, medula, músculos, nervos e os diferentes órgãos que o mantém vivo. Você é muito mais do que isso. De fato, o que você conhece de você mesmo com o olho é sustentado pelo que você não pode ver.
Se a parte que você não vê deixasse de existir, a parte vista por você definharia e morreria.
Esta parte não vista é composta dos cinco koshas mencionados acima. O objetivo de todas as práticas de Yoga, sem exceção, é energizar e despertar estes koshas até que, enfim, você vivencie vijnanamaya kosha.
Este é o propósito do Yoga.
Trecho de Satsangs on Yoga, de Swami Satyasangananda Saraswati
O Yoga, em virtude de ser uma ciência, é o direito natural da humanidade, o que implica em não pertencer a nenhuma seita ou grupo de pessoas, nem a nenhum país ou mesmo religião.
Não estaria errada em dizer que a Índia é a terra do Yoga porque aqui é que este conhecimento foi preservado. Foi nesta terra que este conhecimento foi mantido vivo por muitos séculos entre as turbulências das guerras e da história e, por isso, devemos agradecer a estes grandes seres, os rishis e munis, que foram os cientistas originais deste planeta.
Cientistas são aqueles que, com completa liberdade de mente, sem nenhuma fobia ou noção preconcebida, exploram e experimentam profundamente, dentro das camadas misteriosas do universo e da vida. Neste sentido, os rishis foram cientistas porque eles devotaram inteiramente suas vidas a explorar o terreno misterioso da vida interior. Com a maior honestidade, coragem, sinceridade e dedicação eles gastaram seu tempo desvelando as profundas camadas da mente e da consciência, descobrindo seu poderoso potencial e a fonte de onde tudo se originou.
Sim, o crédito de todas estas descobertas vai para os antigos rishis e munis da era vêdica, assim como os créditos dos mistérios da matéria vão para os cientistas da era moderna.Claro que, naqueles tempos eles não eram conhecidos como cientistas. Eles eram conhecidos como rishi, que significa vidente, ou muni, que significa sábio, ou sannyasin, que significa aquele que entregou a si mesmo à vontade divina.
Embora, às vezes, eles sejam confundidos com monges ou religiosos sectários, não é este o caso. Eles podem ter nascido em determinada religião, assim como eu nasci hindu, você muçulmana ou cristã, mas isto não influenciou sua busca do mistério chamado ‘vida’. Quem sabe qual religião eles seguiam naqueles tempos vêdicos pré-históricos? Nós não podemos dizer com certeza, pois sabemos muito pouco sobre aquela época e o que os historiadores nos contam é mera especulação.
Assim como a única realidade que os cientistas modernos conhecem e acreditam é a da matéria, a única realidade que estes cientistas acreditavam era a da consciência. Sua busca inteira era nessa direção, porque eles acreditavam que o propósito da vida era descobrir o infinito, esta realidade que não é submetida a declínio e morte.
O finito perece e, após gastar muita energia, o indivíduo finalmente percebe que a fonte deste mundo finito é o que deve ser capturado, pois nela reside a habilidade de gerenciar ambos, o mundo finito e o infinito.
Foi esta magnífica busca, cheia de dificuldades e perigos, que os conduziu ao despertar de vijnanamaya kosha, e é por causa dos registros que deixaram para trás que hoje podemos sentar e discutir este importante tema. De outra maneira, nós nem saberíamos que temos um vijnanamaya kosha!
Os Cinco Koshas
De acordo com a ciência do Yoga, existem cinco koshas ou bainhas, camadas que envolvem este corpo físico, que se parece com o núcleo de uma cebola encoberto por várias camadas. No caso dos koshas, cada um deles é mais e mais imperceptível ao olho nu que o seu precedente.
Podemos dizer que estes koshas podem ser percebidos com abertura do terceiro olho, em estado de meditação.
Annamayakosha
O primeiro é annamayakosha, que é a camada física feita de alimento. Anna significa alimento. O grão que você come é chamado anna e o corpo composto de alimento é o que você pode tocar, ver e sentir. Ele é o substrato para os koshas sutis, que também assumem a forma e o tamanho do corpo.
Pranamaykosha
Mais sutil e não visível ao olho nu é pranamaya kosha, o qual em lugar de alimento é constituído de prana ou energia. Você pode supor que seu corpo é envolvido por este campo de prana e quando você deixa esta sala, você vai levá-lo junto. Embora você não possa vê-lo, pranamaya kosha segue você aonde quer que você vá.Entretanto, se você aumenta sua consciência através das práticas de Yoga, então você verá pranamaya kosha na forma de uma aura que envolve seu corpo.
Muitas pessoas nascem com este dom natural. Elas são capazes de ver a aura das pessoas e determinar o que está armazenado nela, porque esta aura muda continuamente de acordo com o seu estado de saúde. Até mesmo seu humor influencia a aura prânica. As frases ‘verde de inveja’ ou ‘vermelho de raiva’ são umas poucas indicações de vibrações emitidas pela aura de acordo com nosso estado mental.
Manomaya kosha
Além de pranamaya kosha, este corpo físico é envolvido por uma energia mais sutil que é puramente mental em sua natureza, conhecido como manomaya kosha. É neste nível de manomaya que o chatushtaya antahkarana, que compreende os quatro órgãos da mente - manas ou mente, buddhi ou intelecto, ahamkara ou ego e chitta ou memória - começa a perceber, analisar, registrar, entender, racionalizar, discriminar, aceitar, rejeitar e comparar, somente para nomear algumas das milhares de funções que ele realiza em nossas vidas sem esforço. Sem manomaya kosha nós não seríamos melhores do que vegetais sentados na prateleira da cozinha! Este kosha é o assento do conhecimento empírico (para).
Ele observa o mundo à volta, e embora um instrumento de consciência interna, ele tem a capacidade de externalizar a atenção assim como de internalizá-la. Quando está sobre a influência dos sentidos, está totalmente ocupado com os impulsos recebido do mundo dos cheiros, sons, cores, toques e sabores. Mas existem períodos, quando insatisfeita com a natureza finita destas experiências, em que a mente salta para dentro e, nesta hora, recebe impulsos do Ser, que recarrega e rejuvenesce manomaya kosha.
Isto acontece no estado de meditação também e é por isso que a meditação amplia os horizontes da mente, afia o intelecto, coloca o ego em sintonia com a natureza e fortalece chitta, a memória.
Vijnanamaya kosha
Além de manomaya ou mente está a camada da intuição ou vijnanamaya kosha. E é desnecessário dizer que ele é mais sutil que todos os koshas precedentes. A Taittiriya Upanishad elucida a existência de vijnanamaya kosha da seguinte maneira: “Separado do ser contido na mente, existe um outro ser composto de conhecimento intuitivo. Este também possui a forma da uma pessoa como os koshas precedentes. Fé é sua cabeça, Tasye shraddaiva shiraha; retidão é sua asa direita e verdade é sua asa esquerda, hritam dakshinah pakshaha satyamuttarah pakshaha; Yoga é sua alma, Yoga atma; e maha é seu alicerce, maha puchham partishtaha”.
Koshas e Lokas
Interessantemente, ao definir que maha é o alicerce de vijnanamayakosha, a upanishad nos dá uma dica de como os koshas estão conectados com os lokas, que são planos de consciência que o indivíduo experimenta ao elevar sua consciência de annamaya para pranamaya prosseguindo para manomaya e vijnanamaya.
Os sete (sapta) lokas são bhu, bhuvar, swar, maha, jana, tapo e satya. Enquanto bhu, bhuvar e swar - níveis terreno, intermediário e divino respectivamente - estão relacionados com annamaya, pranamaya e manomaya, maha, o nível dos siddhas (seres perfeitos), jana, o nível dos rishis e munis, e tapo, o nível das almas liberadas, se referem ao despertar, estabilização e iluminação de vijnamayakosha.
Satya loka,
o plano da bem-aventurança definitiva, corresponde a anandamayakosha, que é a própria consciência pura. A Taittitiya Upanishad define anandamayakosha como tendo a forma de uma pessoa cuja cabeça é o amor, alegria é sua asa direita, o deleite (apreço) é sua asa esquerda, bem-aventurança é seu tronco e Brahman é seu suporte ou alicerce.Maha loka, o nível dos siddhas ou santos, é o alicerce ou suporte de vijnamayakosha.
É a partir daqui que a superestrutura da consciência elevada é construída. Se o alicerce for estremecido, em outras palavras, se os siddhis que começam a se manifestar se tornam objeto de foco ou de satisfação, então o siddha certamente cairá para planos inferiores de consciência. Entretanto, se ele não permitir que os siddhis distraiam a consciência, especialmente quando ele está em estado de samadhi, então a ascensão da consciência para planos mais altos como jana, a realidade dos rishis e munis, e tapo, a realidade das almas liberadas, os jivanmuktas e videhamuktas, é definitivamente assegurada.
De Vijnanamaya para Anandamaya
O descrito acima é um passo tão importante na elevação da consciência que Patanjali em seu Raja Yoga Sutras devotou uma seção inteira a este megaevento, quando a consciência se torna capaz de perceber as quatro dimensões de tempo: passado, presente, futuro e eternidade. Patanjali nomeou este evento, quando os siddhis se manifestam, como vibhooti. Ele o chama de consumação do Yoga e alertou o aspirante para evitar ser distraído por este acontecimento.
Esse estado é o equivalente a paroksha anubhuti, ou consciência de um único ponto sem a consciência de si mesmo. Aprofundamento na consciência de paroksha anubhuti conduz o praticante a aparoksha anubhuti, que corresponde à bem-aventurança de anandamayakosha.
Assim você pode dizer que vijnanamaya é a porta de entrada para anandamaya. As experiências de vijnanamaya proporcionam vislumbres do que está armazenado para você assim que sua consciência começa a experimentar a pura alegria.
Mas a experiência novamente diminui ou cessa devido a alternância entre distrações e mente focada. Todos os siddhas e santos devem ter passado por este estágio antes de alcançar a iluminação. Os contos sobre Buddha, que antes de alcançar o nirvana encontrou demônios e donzelas encantadas, assim como a história dos 40 dias e noites que Cristo foi tentado antes de experimentar Deus, apontam nessa direção.
Quando acontece o despertar em vijnanamayakosha, siddhis começam a se manifestar. O praticante se torna vidente e telepático, começa a saber muitas coisas sobre as pessoas e sobre eventos mesmo antes que eles aconteçam.
Essa coisas aparecem a ele na forma de sonhos, pensamentos ou visões. Ele pode ser capaz de aparecer em vários lugares, a várias pessoas, ao mesmo tempo. Desenvolve o poder de ler os pensamentos dos outros e também, de modificá-los. Ou pode desenvolver poderes de cura. Suas palavras, toque, um olhar podem curar a doença mais mortal que nenhum médico conseguiu curar.
Em alguns casos excepcionais, dependendo da extensão deste advento no nível de vijnanamayakosha, ele pode ser capaz de ressuscitar alguém ou entrar no corpo de outra pessoa. Uma pessoa assim pode ser confundida com Deus, o que talvez tenha acontecido com muitos que não conheciam as manifestação dos siddhis, através do poder do Yoga, quando o despertar de vijnamayakosha acontece.
O Yoga declara, corajosamente, que você não é somente o corpo percebido com os olhos, nem é somente sangue, ossos, medula, músculos, nervos e os diferentes órgãos que o mantém vivo. Você é muito mais do que isso. De fato, o que você conhece de você mesmo com o olho é sustentado pelo que você não pode ver.
Se a parte que você não vê deixasse de existir, a parte vista por você definharia e morreria.
Esta parte não vista é composta dos cinco koshas mencionados acima. O objetivo de todas as práticas de Yoga, sem exceção, é energizar e despertar estes koshas até que, enfim, você vivencie vijnanamaya kosha.
Este é o propósito do Yoga.
Trecho de Satsangs on Yoga, de Swami Satyasangananda Saraswati
terça-feira, 22 de fevereiro de 2011
ANÁLISE E DIAGNÓSTICO, SOBRE CHAKRAS E AURA ENERGÉTICA, COM METODOLOGIA CIENTÍFICA E APARELHAGEM DE ÚLTIMA GERAÇÃO


Amigo(a)s,
Na sequencia de minhas pesquisas, já havia tirado fotos Kirlian minhas e submetido a análise por uma amiga estudiosa, que interpretou e prescreveu alguns procedimentos pelo quadro energético identificado.
A parte da interpretação era muito pessoal e intuitiva, baseada nos conhecimentos objetivos e subjetivos que a mesma tinha acumulado ao longo dos seus estudos.
Hoje existe sistema composto de leitor de aura, computador e programa de informática ( baseado em medicina tradicional chinesa, sistema ayurvédico Indiano ), conduzidos por uma cientista Russa, para realizar exames nestes níveis citados, isto é muito bom, pois qualquer anomalia física ocorre prematuramente nos corpos energéticos, e em se identificado e tratando adequadamente, através de técnicas de YOGA, MEDITAÇÃO, RESPIRAÇÃO, BALANCEAMENTO DOS CHAKRAS, CURA ENERGÉTICA ( PRÂNICA ), ACUPUNTURA, HOMEOPATIA, FLORAIS, AYURVEDA e etc.., consegue-se resolver a causa ainda em estado potencial, que não se cristalizou e somatizou no corpo físico, como também curar doenças já somatizadas, corrigindo os níveis energéticos dos chakras e aura.
A operação é baseada no registro pelo computador dos sinais bioeletrograficos provocados e da estimativa do estado da pessoa testada por meio da matemática não linear e métodos de “prospecção de dados”.
A técnica é baseada no desenvolvimento e pesquisa de longos anos dos cientistas russos.
Vale a pena ter conhecimento desta nova ferramenta, a nossa disposição.
ESTOU EM CONTATOS COM A CIENTISTA E SUA EQUIPE NO SENTIDO DE TRAZE-LA A MACEIÓ, COM O EQUIPAMENTO, PARA ISSO PRECISO MONTAR UM GRUPO DE PELO MENOS 30 PESSOAS INTERESSADAS EM FAZER A CONSULTA, EXAMES, AVALIAÇÃO DOS RESULTADOS PELA MESMA E SUGESTÕES PARA AJUSTES DAS DISTORÇÕES DETECTADAS.
OS INTERESSADOS, FAVOR MANTEREM CONTATO COMIGO PARA INFORMAÇÕES MAIS DETALHADAS.
paulo@syscard.com.br ou cel 8877-7916 / 9627-6153
Paulo Roberto
DEPOIMENTOS DE PESSOAS QUE JÁ REALIZARAM O PROCEDIMENTO
1.) CLAU
Prevenir é muito melhor que remediar! A Análise dá uma visão bem acertada da saúde física, emocional, mental e até espiritual.
Durante o mês de outubro acompanhei algumas pessoas que estão procurando melhorar sua saúde física e emocional.
Algumas delas fizeram a Análise anteriormente e em outubro repetiram. Com essas pessoas eu pude observar como esse trabalho é fantástico, pois não é como nossa medicina tradicional, onde primeiro temos que apresentar alguns sintomas de que algo não está muito bem para então o médico indicar uma série de exames investigatórios.
Na Análise o interessante é que aparecem órgãos ou sistemas que não estão necessariamente com algum problema, mas que por motivos "energéticos", poderão algum dia apresentar, caso a pessoa não mude alguns hábitos.
Algumas vezes são coisas bem simples, como trabalhar um pouco mais a respiração, outras, para ter certeza, solicita-se que a pessoa procure um médico que possa encaminhá-la a fazer, por exemplo, uma ultrassonografia.
Em qualquer um dos casos, o que notei é que as orientações que são passadas para a pessoa que está fazendo a análise, quando seguidas, apresentam um rápido resultado! Uma pessoa que acompanhei mudou alguns hábitos no dia-a-dia, associou massagem relaxante e atividade física após a 1ª análise.
Após 2 meses ela refez a análise e foi impressionante a melhora geral!
Uma outra pessoa fez a análise e foi identificada a necessidade de realizar investigação médica urgente, mesmo a pessoa não apresentando ainda sintomas.
Após os exames convencionais, foi comprovada a suspeita de anomalia na tiróide! Enfim, após esses casos que acompanhei, hoje recomendo a Análise para quem investe em saúde.
Tenho convicção de que este método, irá revolucionar a área de diagnósticos, mas por enquanto apenas alguns mais antenados é que se beneficiarão!
segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011
PARA REFLETIR
Parodiando o antigo ditado,
"QUANDO O DISCÍPULO ESTÁ PRONTO O MESTRE APARECE", temos
"DEPOIS QUE O DISCÍPULO ESTÁ PRONTO O MESTRE DESAPARECE"
Bateis e abrir-se-vos-á, está escrito .
Em outras palavras, existe um momento a partir do qual os mestres passam a se apresentar através da nossa consciência, revelando-nos os perigos do caminho assim como os modos de superá-los.
Tais movimentos da consciência, que promovem a contínua reavaliação dos hábitos e valores, representam verdadeiras iniciações, as quais, aos poucos, ensinam-nos a reconhecer e confiar nos diferentes tons e vozes com ressonância, unicamente, no coração.
TEXTO ADAPTADO POR MIM,
ORIGINAL EM
http://dialeticadosagrado.blogspot.com/search/label/Bhagavad%20Gita
"QUANDO O DISCÍPULO ESTÁ PRONTO O MESTRE APARECE", temos
"DEPOIS QUE O DISCÍPULO ESTÁ PRONTO O MESTRE DESAPARECE"
Bateis e abrir-se-vos-á, está escrito .
Em outras palavras, existe um momento a partir do qual os mestres passam a se apresentar através da nossa consciência, revelando-nos os perigos do caminho assim como os modos de superá-los.
Tais movimentos da consciência, que promovem a contínua reavaliação dos hábitos e valores, representam verdadeiras iniciações, as quais, aos poucos, ensinam-nos a reconhecer e confiar nos diferentes tons e vozes com ressonância, unicamente, no coração.
TEXTO ADAPTADO POR MIM,
ORIGINAL EM
http://dialeticadosagrado.blogspot.com/search/label/Bhagavad%20Gita
quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011
PASSEIO PARA CUIDAR DA LINDA JI, EM AGRADECIMENTO AO AMOR QUE ELA NOS DEDICA
Vejam em
http://picasaweb.google.com/familito/Ecohar?feat=email#slideshow/5537625379252484098
Algumas fotos do final de semana que passamos no ECOHAR YOGA ASHRAM, em Maragoji, da Instrutora Isabel Sehbe.
Resolvemos juntar um grupo de 23 amigos do Yoga, e levamos anossa amada Instrutora Linda para conhecer o ECOHAR, a Isabel e tambémsair da condição de cuidadora para ser cuidada por todos nós.
Lá desfrutamos da energia da Isabel e do ECOHAR, comemos alimentos SATVICOS, a noite entoamos mantras diversos com a Linda no violão.
Foi muito legal, praticamos um pequeno Karma Yoga, no domingo às 06:30, estávamos catando lixo reciclável no morro de São Bento, com o intuíto principal de viabilizar a restauração do Mosteiro que fica no cume, juntamente com um cemitério, onde vimos túmulos que datam de 1886, incrível.
Vislumbramos lá de cima uma vista previlegiada, ao decermos, fomos recepcionados pelos nativos com um café da manhã generoso, pena que íamos na sequência iniciar nossas práticas diárias e não podíamos encher o estomago, mas chupamos frutas que também estavam disponíveis, graças a DEUS e com a generosidade dos moradores.
Espero que apreciem, o final de semana foi maravilhoso, coisa providenciada pelo nosso grande pai cósmico.
NAMASTÊ
Paulo
http://picasaweb.google.com/familito/Ecohar?feat=email#slideshow/5537625379252484098
Algumas fotos do final de semana que passamos no ECOHAR YOGA ASHRAM, em Maragoji, da Instrutora Isabel Sehbe.
Resolvemos juntar um grupo de 23 amigos do Yoga, e levamos anossa amada Instrutora Linda para conhecer o ECOHAR, a Isabel e tambémsair da condição de cuidadora para ser cuidada por todos nós.
Lá desfrutamos da energia da Isabel e do ECOHAR, comemos alimentos SATVICOS, a noite entoamos mantras diversos com a Linda no violão.
Foi muito legal, praticamos um pequeno Karma Yoga, no domingo às 06:30, estávamos catando lixo reciclável no morro de São Bento, com o intuíto principal de viabilizar a restauração do Mosteiro que fica no cume, juntamente com um cemitério, onde vimos túmulos que datam de 1886, incrível.
Vislumbramos lá de cima uma vista previlegiada, ao decermos, fomos recepcionados pelos nativos com um café da manhã generoso, pena que íamos na sequência iniciar nossas práticas diárias e não podíamos encher o estomago, mas chupamos frutas que também estavam disponíveis, graças a DEUS e com a generosidade dos moradores.
Espero que apreciem, o final de semana foi maravilhoso, coisa providenciada pelo nosso grande pai cósmico.
NAMASTÊ
Paulo
terça-feira, 25 de janeiro de 2011
O QUE É UM SATSANG
O Satsanga
Gloria Arieira
Satsanga é ficar em companhia de pessoas que possuem o conhecimento claro de sua própria natureza absoluta, ou daquelas que buscam esse mesmo conhecimento. Sanga significa associação, sat significa a verdade, tanto a nível relativo, como falar o que é correto, como a verdade absoluta revelada nos Vedas.
O momento do encontro do professor com alunos pode ser acompanhado de conversas na forma de perguntas/respostas ou canções devocionais cantadas em conjunto. Esses momentos são importantes fontes de inspiração para os que valorizam o conhecimento de si mesmo e desejam viver suas vidas dedicados à aquisição do autoconhecimento. Através da elucidação de dúvidas, colocadas pela própria pessoa e por outros, nasce maior clareza de entendimento. O ambiente informal e até mesmo alegre e fraterno, diferente da seriedade da sala de aula, oferece um apoio às pessoas alí reunidas que têm para si o mesmo objetivo.
Esses encontros podem acontecer uma ou mais vezes por semana, porém, o melhor satsanga não é um encontro semanal, mas os momentos diários em companhia de valores universais, como a verdade e a não-violência, e da consciência do dharma, do papel a ser cumprido por cada um, a escolha adequada das suas ações.
Conviver todos os dias com pessoas que querem descobrir em si mesmas os valores que conduzem ao conhecimento (chamados jñána, conhecimento, no capítulo XIII da Bhagavad Gítá), que desejam escutar, refletir e meditar sobre o Átman, o Ser Imutável, é o satsanga ideal.
Este convívio é a inspiração, o estímulo e auxílio para a aquisição do autoconhecimento, para encontrar meios para antahkaranasuddhih, a preparação da mente, e jñánanistha, a clareza e firmeza do conhecimento.
Além de conviver constantemente com outros que também desejam o Absoluto, melhor ainda é o contato direto com pessoas que vivem a realização do Átmabrahman, pessoas cujas vidas são o próprio exemplo da plenitude do conhecimento.
Nosso grande mestre de Vedanta, Sri Adi Shankaracarya, diz no seu conhecido texto Bhaja-Govindam:
Satsangatve Nissangatvam
Nissangatve Nirmohatvam
Nirmohatve Niscalatattvam
Niscalatattve Jivanmuktah
Na companhia daqueles que buscam a Verdade, nasce o desapego. Com o desapego, a ilusão se vai. Quando a ilusão se vai, a Realidade Imutável torna-se clara. Com o conhecimento da Realidade Imutável, o indivíduo torna-se liberado ainda em vida.
Satsanga, a associação com pessoas que desejam o Sat, o Real, o Ilimitado, conduz a nissanga, a ausência da necessidade de estar sempre em companhia de pessoas e dependendo da presença dos objetos. A ausência dessa necessidade nasce da análise, do questionamento, que é viveka, que tem como conseqüência vairagya, o desapego natural e gradual, isto é, a ausência da ilusão e a presença da clareza mental para apreciar o seu verdadeiro Ser. Essa compreensão resolve a pergunta original do ser humano: quem sou eu? Para onde caminho? Respondendo a essas questões, a pessoa está liberada do sofrimento de se ver limitada e dependente de pessoas e objetos para preencher constantemente suas lacunas, num processo sem fim de insatisfação e desejo de vir a ser diferente.
O satsanga é o primeiro movimento para a busca de si mesmo.
FONTE
http://www.vidyamandir.org.br
Gloria Arieira
Satsanga é ficar em companhia de pessoas que possuem o conhecimento claro de sua própria natureza absoluta, ou daquelas que buscam esse mesmo conhecimento. Sanga significa associação, sat significa a verdade, tanto a nível relativo, como falar o que é correto, como a verdade absoluta revelada nos Vedas.
O momento do encontro do professor com alunos pode ser acompanhado de conversas na forma de perguntas/respostas ou canções devocionais cantadas em conjunto. Esses momentos são importantes fontes de inspiração para os que valorizam o conhecimento de si mesmo e desejam viver suas vidas dedicados à aquisição do autoconhecimento. Através da elucidação de dúvidas, colocadas pela própria pessoa e por outros, nasce maior clareza de entendimento. O ambiente informal e até mesmo alegre e fraterno, diferente da seriedade da sala de aula, oferece um apoio às pessoas alí reunidas que têm para si o mesmo objetivo.
Esses encontros podem acontecer uma ou mais vezes por semana, porém, o melhor satsanga não é um encontro semanal, mas os momentos diários em companhia de valores universais, como a verdade e a não-violência, e da consciência do dharma, do papel a ser cumprido por cada um, a escolha adequada das suas ações.
Conviver todos os dias com pessoas que querem descobrir em si mesmas os valores que conduzem ao conhecimento (chamados jñána, conhecimento, no capítulo XIII da Bhagavad Gítá), que desejam escutar, refletir e meditar sobre o Átman, o Ser Imutável, é o satsanga ideal.
Este convívio é a inspiração, o estímulo e auxílio para a aquisição do autoconhecimento, para encontrar meios para antahkaranasuddhih, a preparação da mente, e jñánanistha, a clareza e firmeza do conhecimento.
Além de conviver constantemente com outros que também desejam o Absoluto, melhor ainda é o contato direto com pessoas que vivem a realização do Átmabrahman, pessoas cujas vidas são o próprio exemplo da plenitude do conhecimento.
Nosso grande mestre de Vedanta, Sri Adi Shankaracarya, diz no seu conhecido texto Bhaja-Govindam:
Satsangatve Nissangatvam
Nissangatve Nirmohatvam
Nirmohatve Niscalatattvam
Niscalatattve Jivanmuktah
Na companhia daqueles que buscam a Verdade, nasce o desapego. Com o desapego, a ilusão se vai. Quando a ilusão se vai, a Realidade Imutável torna-se clara. Com o conhecimento da Realidade Imutável, o indivíduo torna-se liberado ainda em vida.
Satsanga, a associação com pessoas que desejam o Sat, o Real, o Ilimitado, conduz a nissanga, a ausência da necessidade de estar sempre em companhia de pessoas e dependendo da presença dos objetos. A ausência dessa necessidade nasce da análise, do questionamento, que é viveka, que tem como conseqüência vairagya, o desapego natural e gradual, isto é, a ausência da ilusão e a presença da clareza mental para apreciar o seu verdadeiro Ser. Essa compreensão resolve a pergunta original do ser humano: quem sou eu? Para onde caminho? Respondendo a essas questões, a pessoa está liberada do sofrimento de se ver limitada e dependente de pessoas e objetos para preencher constantemente suas lacunas, num processo sem fim de insatisfação e desejo de vir a ser diferente.
O satsanga é o primeiro movimento para a busca de si mesmo.
FONTE
http://www.vidyamandir.org.br
domingo, 9 de janeiro de 2011
VAMOS APRENDER A RESPIRAR MELHOR E SER FELIZ
Entre as várias técnicas da ioga, os exercícios respiratórios (Pránayáma)
parecem ser os que exercem maior influência nos estados de humor,
justamente pela notória relação das emoções com a respiração.
A regulação respiratória depende de uma série de mecanismos
involuntários, podendo ser realizada sem a interferência do controle
voluntário. Assim, as características da respiração se ajustam de acordo
com as emoções. Entretanto, é possível alterar voluntariamente seu
ritmo, frequência e profundidade.
As técnicas respiratórias orientam justamente esse controle
voluntário, exercendo influência em mecanismos involuntários que
regulam a respiração e o sistema cardiovascular, podendo modular
a interação entre sistema nervoso simpático e parassimpático e,
consequentemente, o eixo HPA.
Esses exercícios ativam o sistema nervoso autônomo com a finalidade
de inibir o sistema simpático e estimular o sistema parassimpático.
Com a prática dos exercícios propostos pela ioga, os
quimiorreceptores sensíveis à elevação de CO2, localizados no
centro respiratório do cérebro (no tronco cerebral), começam a
responder menos a esse aumento durante a expiração, de modo que
o indivíduo consegue expirar mais prolongadamente, reduzindo a
frequência cardíaca. As técnicas têm como finalidade prolongar a
expiração e valorizar a retenção de ar.
Esse princípio conduz a um treinamento tão forte do SNA que
ocorre um aumento das variações da frequência cardíaca, mesmo quando
o indivíduo não está praticando, pois o padrão respiratório involuntário
é profundamente alterado.
Essas pesquisas talvez expliquem por que os praticantes de ioga são menos
propensos a desenvolver transtornos de ansiedade e de humor e respondem melhor às alterações emocionais negativas.
Respiração e ritmo influenciam estados de humor
parecem ser os que exercem maior influência nos estados de humor,
justamente pela notória relação das emoções com a respiração.
A regulação respiratória depende de uma série de mecanismos
involuntários, podendo ser realizada sem a interferência do controle
voluntário. Assim, as características da respiração se ajustam de acordo
com as emoções. Entretanto, é possível alterar voluntariamente seu
ritmo, frequência e profundidade.
As técnicas respiratórias orientam justamente esse controle
voluntário, exercendo influência em mecanismos involuntários que
regulam a respiração e o sistema cardiovascular, podendo modular
a interação entre sistema nervoso simpático e parassimpático e,
consequentemente, o eixo HPA.
Esses exercícios ativam o sistema nervoso autônomo com a finalidade
de inibir o sistema simpático e estimular o sistema parassimpático.
Com a prática dos exercícios propostos pela ioga, os
quimiorreceptores sensíveis à elevação de CO2, localizados no
centro respiratório do cérebro (no tronco cerebral), começam a
responder menos a esse aumento durante a expiração, de modo que
o indivíduo consegue expirar mais prolongadamente, reduzindo a
frequência cardíaca. As técnicas têm como finalidade prolongar a
expiração e valorizar a retenção de ar.
Esse princípio conduz a um treinamento tão forte do SNA que
ocorre um aumento das variações da frequência cardíaca, mesmo quando
o indivíduo não está praticando, pois o padrão respiratório involuntário
é profundamente alterado.
Essas pesquisas talvez expliquem por que os praticantes de ioga são menos
propensos a desenvolver transtornos de ansiedade e de humor e respondem melhor às alterações emocionais negativas.
Respiração e ritmo influenciam estados de humor
sábado, 8 de janeiro de 2011
CRIAR BONS HÁBITOS E DESTRUIR MAUS HÁBITOS - PARAMAHANSA YOGANANDA

A mente pode lhe dizer que você é incapaz de libertar-se de um hábito em especial, mas os hábitos são apenas repetições de seus próprios pensamentos, e, esses, você tem a capacidade de mudar. A maioria das pessoas que decide parar de fumar ou de comer doces em demasia continua a realizar tais atos, malgrado seu. Elas não mudam, porque as suas mentes, como esponjas, absorveram os seus hábitos de pensar. Hábito significa que a mente acredita não poder se livrar de determinado pensamento. O hábito é tenaz, sem dúvida. Uma vez praticado, um ato deixa um efeito ou impressão na sua consciência. Como resultado dessa influência, você tem probabilidade de repetir esse ato.
A repetição de um ato cria uma configuração mental. Todas as ações são executadas mental e fisicamente.
A repetição de um ato em particular e da imagem mental que o acompanha forma sutis caminhos elétricos no cérebro fí¬sico, como se fossem as ranhuras de um disco fonográfico. Após algum tempo, sempre que você puser a agulha da atenção nessas ranhuras de caminhos elétricos, ela toca o disco da configuração mental original. Cada vez que o ato se repete, essas ranhuras de trajetos elétricos se aprofundam, até que uma atenção mí¬nima faz tocar, automaticamente, esse mesmo ato, cada vez mais.
Esses padrões fazem com que você se comporte de certo modo, frequentemente contra sua própria vontade. Sua vida segue ranhuras que você mesmo criou em seu cérebro. Nesse sentido, você não é uma pessoa livre. Em maior ou menor grau, é ví¬tima dos hábitos que formou. Dependendo da profundidade desses traçados, você é, na mesma proporção, um fantoche. Você pode, porém, neutralizar as imposições desses maus hábitos. Como? Criando em seu cérebro configurações mentais de bons hábitos opostos. E pode também apagar completamente, por meio da meditação, as ranhuras dos maus hábitos.
Você tem de curar-se dos maus hábitos, cauterizando-os com os bons hábitos opostos. Se tem, por exemplo, o mau hábito de mentir, e, por causa disso, tem perdido muitos amigos, comece a praticar o bom hábito de dizer a verdade. Mesmo um mau hábito leva tempo para predominar; logo, por que se impacientar com o desenvolvimento vagoroso de bom hábito oposto?
Não se desespere com os seus hábitos indesejáveis; simplesmente deixe de alimentá-los e fortalecê-los por meio da repetição. O tempo necessário à formação de hábitos varia de acordo com o cérebro e o sistema nervoso do indiví¬duo, sendo determinado, principalmente, pela qualidade da atenção.
Suponha, ainda, que o seu problema é tomar-se pela ira frequentemente e, depois, sentir-se culpado por ter perdido a calma. Todas as noites e manhãs, decida evitar a ira, vigiando-se cuidadosamente. O primeiro dia poderá ser difí¬cil, mas o segundo poderá ser um pouco mais fácil. O terceiro será ainda mais fácil. Depois de alguns dias, você verá que a vitória é possí¬vel. Ao fim de um ano, se mantiver o seu esforço, você será outra pessoa.
Por meio da concentração e da força de vontade, você pode apagar até mesmo as ranhuras profundas dos hábitos antigos. Se é viciado em fumar, por exemplo, diga a você mesmo: “Por muito tempo o hábito de fumar tem estado alojado em meu cérebro. Agora eu ponho toda a minha atenção e concentração no meu cérebro e quero que esse hábito seja desalojado”. Comande assim a sua mente, repetidas vezes. A melhor hora do dia para se fazer isso é pela manhã, quando a força de vontade e a atenção estão descansadas. Afirme repetidamente sua liberdade, usando todo o vigor da sua força de vontade. Um dia, de repente, você sentirá que já não está preso na armadilha desse hábito.
Quando quiser criar um bom hábito ou destruir um mau hábito, concentre-se nas células cerebrais, o depósito dos mecanismos dos hábitos.
Para criar um bom hábito, medite, e, então, com a concentração fixada no centro crístico, o centro da vontade entre as sobrancelhas, afirme com profundidade o bom hábito que você quer implantar. Quando você quiser destruir um mau hábito, concentre-se no centro crí¬stico e afirme, com profundidade, que todas as ranhuras dos maus hábitos estão sendo apagadas.
Texto extraído das páginas 108 a 113 do livro Onde Existe Luz, de Paramahansa Yogananda.
segunda-feira, 27 de dezembro de 2010
Dicas de preparação e atitudes para aula de yoga
Chegue cedo. Chegar com 10 minutos de antecedência pode te ajudar a ajustar e alinhar sua atitude com o propósito da aula. Enquanto você aguarda, pode praticar determinada postura, fazer alguns alongamentos, ou apenas sentar em silêncio, respirar e se centrar.
Não coma de duas a três horas antes da aula. Se você pratica yoga de estômago cheio, pode experimentar câimbra, náuseas, ou vômito, especialmente nas torções e invertidas. A digestão também consome energia, o que pode te deixar letárgico.
Use roupas leves que permitam o movimento do corpo sem oferecerem resistência.
Informe seu professor sobre lesões ou condições que possam afetar a sua prática. Se você se sente cansado ou está machucado, não faça posturas que não pode ou deveria fazer, ou tente modificações, versões e adaptações.
Crie uma intenção. Para ajudar a focar, é aconselhável que você dedique sua prática a uma determinada intenção. Isso pode trazer mais consciência e compreensão, saúde, força e habilidade mais rapidamente. Ou pode ser para o benefício de um amigo, uma causa – ou mesmo por você.
Não leve o celular para aula. Deixe a vida social e profissional para fora do estúdio, assim a paz da prática não será interrompida.
Pratique em silêncio. É ótimo estar em uma aula com pessoas que conhece, mas uma conversa paralela pode dispersar outros colegas e você mesmo.
Traga uma toalha. E se você sua demais, chegue limpo e livre de odores ou perfumes que possam incomodar os outros.
Invista no seu prório mat. Ter o seu tapetinho evita que você seja contaminado com fungos e micoses e também vira parte do seu “templo” de prática. Ele te acompanha e conta a sua história no yoga em determinado período. Por outro lado, não deixe que isso vire mais um objeto de apego na sua vida.
Não force. Em vez de tentar ir o mais fundo possível na postura, faça o que puder sem se machucar. Você irá mais longe em menos tempo se mantiver uma atitude amorosa consigo e trabalhar de onde estiver e não onde você acha que deveria estar.
Recolha e guarde todos os props e suportes que utilizar.
Não entre na aula atrasado ou saia antes do fim, é dispersivo para os outros.
Reserve algum tempo para reflexão após a aula, assim pode reter o que aprendeu. Reveja as posturas que praticou e anote instruções que particularmente fizeram sentido. Mesmo que você se lembre de uma única coisa da aula, logo você terá bastante informação para aprofundar durante a prática pessoal.
FONTE :
http://yogajournal.terra.com.br/
Não coma de duas a três horas antes da aula. Se você pratica yoga de estômago cheio, pode experimentar câimbra, náuseas, ou vômito, especialmente nas torções e invertidas. A digestão também consome energia, o que pode te deixar letárgico.
Use roupas leves que permitam o movimento do corpo sem oferecerem resistência.
Informe seu professor sobre lesões ou condições que possam afetar a sua prática. Se você se sente cansado ou está machucado, não faça posturas que não pode ou deveria fazer, ou tente modificações, versões e adaptações.
Crie uma intenção. Para ajudar a focar, é aconselhável que você dedique sua prática a uma determinada intenção. Isso pode trazer mais consciência e compreensão, saúde, força e habilidade mais rapidamente. Ou pode ser para o benefício de um amigo, uma causa – ou mesmo por você.
Não leve o celular para aula. Deixe a vida social e profissional para fora do estúdio, assim a paz da prática não será interrompida.
Pratique em silêncio. É ótimo estar em uma aula com pessoas que conhece, mas uma conversa paralela pode dispersar outros colegas e você mesmo.
Traga uma toalha. E se você sua demais, chegue limpo e livre de odores ou perfumes que possam incomodar os outros.
Invista no seu prório mat. Ter o seu tapetinho evita que você seja contaminado com fungos e micoses e também vira parte do seu “templo” de prática. Ele te acompanha e conta a sua história no yoga em determinado período. Por outro lado, não deixe que isso vire mais um objeto de apego na sua vida.
Não force. Em vez de tentar ir o mais fundo possível na postura, faça o que puder sem se machucar. Você irá mais longe em menos tempo se mantiver uma atitude amorosa consigo e trabalhar de onde estiver e não onde você acha que deveria estar.
Recolha e guarde todos os props e suportes que utilizar.
Não entre na aula atrasado ou saia antes do fim, é dispersivo para os outros.
Reserve algum tempo para reflexão após a aula, assim pode reter o que aprendeu. Reveja as posturas que praticou e anote instruções que particularmente fizeram sentido. Mesmo que você se lembre de uma única coisa da aula, logo você terá bastante informação para aprofundar durante a prática pessoal.
FONTE :
http://yogajournal.terra.com.br/
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