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Bem Vindos !!!
Aqui voce vai encontrar matérias bem interessantes sobre YOGA, MEDITAÇÃO, ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL, ESTUDO DE VEDANTA, SISTEMA TERAPEUTICO AYURVÉDICO E QUÂNTICO, em mídia escrita, fotos e vídeo.
Espero que traga LUZ e possa ser útil para todos !!!
NAMASTÊ !!!
Paulo Roberto
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NAMASTÊ !!!
Paulo Roberto
domingo, 30 de agosto de 2009
sábado, 29 de agosto de 2009
sexta-feira, 28 de agosto de 2009
YOGA É AUTO-CONHECIMENTO, PARA QUEM PROCURA
Yoga é autoconhecimento
Posted: 26 Aug 2009 08:14 AM PDT
Vyasa» por Cláudio Azevedo
Palavra comum no Ocidente, o termo Yoga tem diversas acepções, de acordo com inúmeras escrituras:
“É a unificação das teias das dualidades” (Yoga Bija, 84)
“A união da psique individual (jiva) com o Si mesmo transcendental (paramatma)”
(Yoga Yajnavalkya, 1.44)
“Yoga é êxtase” (Yoga Bhashya de Vyasa, 1.1)
Etimologicamente, a palavra pode derivar tanto do termo yuja (no sentido de ‘concentração’) quanto yuji (no sentido de ‘conjunção’). Em contextos raros, como no épico Mahabharata, refere-se ao adepto da tradição yogika, ou ao seguidor das tradições Vaisheshika e Nyaya. Restrito sensu, Yoga se refere ao Yoga Clássico proposto por Patañjali, na condição de darshana, um dos pontos de vistas filosóficos de interpretação dos Vedas. Tecnicamente, são os valores, atitudes, preceitos e técnicas espirituais desenvolvidas na Índia (os vários caminhos indianos de autotranscendência). Yoga é autoconhecimento.
E o que é autoconhecimento? Autoconhecimento refere-se a conhecer o desconhecido em nós mesmos, aquilo que está registrado na parte de nossa consciência à qual chamamos de inconsciência por, normalmente, não termos percepção dela. Chamada de Inconsciente, essa porção da consciência é o objeto de estudo no autoconhecimento. Nesse contexto está o conhecimento daquilo a que Jung chamou de Sombra, aquilo que negamos em nós mesmos por acharmos feio e inapropriado.
Autoconhecimento não se trata de negar ou abraçar nossa Sombra, mas de conhecê-la, respeitá-la e integrá-la em nossa psique, única forma de darmos novo significado e função a essa parte esquecida nossa. É nesse sentido que o verso 1:33 do Yoga Sutra exorta: (I-33) “Cultivar atitudes de cordialidade perante sintomas agradáveis, de compaixão perante sintomas dolorosos, alegria perante o virtuoso e equanimidade perante o injusto”.
Patañjali estava descrevendo os obstáculos à prática do samadhi (entrar em contato com pensamentos agradáveis, dolorosos, virtuosos e injustos), pois levam à distração da mente (Yoga Sutra I-30 a I-32) e nesse sentido ‘prescreveu’ sete práticas (Yoga Sutra I-33 a I-39) e a primeira delas é a descrita acima. Esse verso não recomenda, de forma nenhuma, a nos afastarmos desses pensamentos, mas apenas é uma recomendação para transcendê-los, se eles surgirem e forem motivo de distrações.
Em nossa vida diária, não significa nos afastarmos do diferente, mas transcendermos a diferença pela cordialidade (ou amor), compaixão, alegria e equanimidade. Transcender é superar os opostos pela sua integração, nos colocarmos em um outro nível, no nível da Única Realidade, que é a Unidade de todas as coisas. Essa é a prescrição feita pelo Vedanta!
Jean-Yves Leloup fala de contrapor nossos demônios pela simples presença de nossos anjos, e Lama Padma Samten fala de dar um novo significado, re-significar, a nossa natureza demoníaca. Foi isso o que Jesus fez, quando “retirou” os sete demônios de Maria Madalena, apenas mostrando-lhe os anjos que já existiam nela…
S.S. XIV Dalai Lama, prêmio Nobel da Paz, sempre brinca dizendo: “que tipo de amor é o de vocês, aquele que só existe se o outro sorrir?”. Esse tipo de amor está baseado em quanto estamos recebendo e, por isso, é frágil. Lama Padma Samten fala das Quatro Qualidades Incomensuráveis: “A primeira é a compaixão, o desejo que os seres realizem sua natureza interna e se livrem de suas complicações. Essencialmente é o desejo que o outro supere suas dificuldades e possa melhorar. Atenção: compaixão é diferente de “pena”. Quando temos pena, estamos validando a imagem que a pessoa faz de si mesmo, e justamente por isso ela está mal. Compaixão é reconhecer no outro a sua natureza estável, perfeita, de luz, sua condição verdadeira, quebrando o encanto dos jogos que estão produzindo as complicações. A segunda é o amor, o desejo de que o outro seja feliz, completamente. Não exclui ex-maridos, ex-esposas, ex-sócios… Depois a alegria, a capacidade de se alegrar com as alegrias e vitórias dos outros, pequenas ou grandes. É um poderoso antídoto contra a inveja. Finalmente, a equanimidade: perceber as flutuações das alegrias e tristezas da vida; num momento se tem uma grande alegria, em outro aquilo mesmo vira uma grande tristeza. Surge uma serenidade estável frente a essas flutuações e uma fé permanente, inabalável na natureza de todos os Buddhas, que é a sua própria natureza.”
Atire a primeira pedra quem não tem demônios… a serem integrados e transcendidos por nossa natureza divina de filhos de Deus. Nesse sentido, o Yoga está presente em todas as Tradições de Sabedoria: Yoga é autoconhecimento, chave para a Auto-realização!
Posted: 26 Aug 2009 08:14 AM PDT
Vyasa» por Cláudio Azevedo
Palavra comum no Ocidente, o termo Yoga tem diversas acepções, de acordo com inúmeras escrituras:
“É a unificação das teias das dualidades” (Yoga Bija, 84)
“A união da psique individual (jiva) com o Si mesmo transcendental (paramatma)”
(Yoga Yajnavalkya, 1.44)
“Yoga é êxtase” (Yoga Bhashya de Vyasa, 1.1)
Etimologicamente, a palavra pode derivar tanto do termo yuja (no sentido de ‘concentração’) quanto yuji (no sentido de ‘conjunção’). Em contextos raros, como no épico Mahabharata, refere-se ao adepto da tradição yogika, ou ao seguidor das tradições Vaisheshika e Nyaya. Restrito sensu, Yoga se refere ao Yoga Clássico proposto por Patañjali, na condição de darshana, um dos pontos de vistas filosóficos de interpretação dos Vedas. Tecnicamente, são os valores, atitudes, preceitos e técnicas espirituais desenvolvidas na Índia (os vários caminhos indianos de autotranscendência). Yoga é autoconhecimento.
E o que é autoconhecimento? Autoconhecimento refere-se a conhecer o desconhecido em nós mesmos, aquilo que está registrado na parte de nossa consciência à qual chamamos de inconsciência por, normalmente, não termos percepção dela. Chamada de Inconsciente, essa porção da consciência é o objeto de estudo no autoconhecimento. Nesse contexto está o conhecimento daquilo a que Jung chamou de Sombra, aquilo que negamos em nós mesmos por acharmos feio e inapropriado.
Autoconhecimento não se trata de negar ou abraçar nossa Sombra, mas de conhecê-la, respeitá-la e integrá-la em nossa psique, única forma de darmos novo significado e função a essa parte esquecida nossa. É nesse sentido que o verso 1:33 do Yoga Sutra exorta: (I-33) “Cultivar atitudes de cordialidade perante sintomas agradáveis, de compaixão perante sintomas dolorosos, alegria perante o virtuoso e equanimidade perante o injusto”.
Patañjali estava descrevendo os obstáculos à prática do samadhi (entrar em contato com pensamentos agradáveis, dolorosos, virtuosos e injustos), pois levam à distração da mente (Yoga Sutra I-30 a I-32) e nesse sentido ‘prescreveu’ sete práticas (Yoga Sutra I-33 a I-39) e a primeira delas é a descrita acima. Esse verso não recomenda, de forma nenhuma, a nos afastarmos desses pensamentos, mas apenas é uma recomendação para transcendê-los, se eles surgirem e forem motivo de distrações.
Em nossa vida diária, não significa nos afastarmos do diferente, mas transcendermos a diferença pela cordialidade (ou amor), compaixão, alegria e equanimidade. Transcender é superar os opostos pela sua integração, nos colocarmos em um outro nível, no nível da Única Realidade, que é a Unidade de todas as coisas. Essa é a prescrição feita pelo Vedanta!
Jean-Yves Leloup fala de contrapor nossos demônios pela simples presença de nossos anjos, e Lama Padma Samten fala de dar um novo significado, re-significar, a nossa natureza demoníaca. Foi isso o que Jesus fez, quando “retirou” os sete demônios de Maria Madalena, apenas mostrando-lhe os anjos que já existiam nela…
S.S. XIV Dalai Lama, prêmio Nobel da Paz, sempre brinca dizendo: “que tipo de amor é o de vocês, aquele que só existe se o outro sorrir?”. Esse tipo de amor está baseado em quanto estamos recebendo e, por isso, é frágil. Lama Padma Samten fala das Quatro Qualidades Incomensuráveis: “A primeira é a compaixão, o desejo que os seres realizem sua natureza interna e se livrem de suas complicações. Essencialmente é o desejo que o outro supere suas dificuldades e possa melhorar. Atenção: compaixão é diferente de “pena”. Quando temos pena, estamos validando a imagem que a pessoa faz de si mesmo, e justamente por isso ela está mal. Compaixão é reconhecer no outro a sua natureza estável, perfeita, de luz, sua condição verdadeira, quebrando o encanto dos jogos que estão produzindo as complicações. A segunda é o amor, o desejo de que o outro seja feliz, completamente. Não exclui ex-maridos, ex-esposas, ex-sócios… Depois a alegria, a capacidade de se alegrar com as alegrias e vitórias dos outros, pequenas ou grandes. É um poderoso antídoto contra a inveja. Finalmente, a equanimidade: perceber as flutuações das alegrias e tristezas da vida; num momento se tem uma grande alegria, em outro aquilo mesmo vira uma grande tristeza. Surge uma serenidade estável frente a essas flutuações e uma fé permanente, inabalável na natureza de todos os Buddhas, que é a sua própria natureza.”
Atire a primeira pedra quem não tem demônios… a serem integrados e transcendidos por nossa natureza divina de filhos de Deus. Nesse sentido, o Yoga está presente em todas as Tradições de Sabedoria: Yoga é autoconhecimento, chave para a Auto-realização!
terça-feira, 25 de agosto de 2009
DEPOIMENTOS DE PESSOAS QUE PROCURAM O CAMINHO DO YOGA
LINE FERNANDES PEREIRA
IDADE: 17 anos
PROFISSÃO: Estudante
Data de início no YogaLife: 17/08/2006
Busquei o Yoga com o desejo de alcançar um equilíbrio entre corpo e mente. Ao longo do tempo, percebo que venho adquirindo maior alinhamento postural e melhor consciência corporal, com ganhos em flexibilidade e força muscular.
Por meio de um trabalho integrado de posturas, respiração e meditação. Estou aprendendo a desenvolver equilíbrio e concentração em diversas situações do cotidiano, o que me permite lidar melhor com as minhas emoções. Quando exposta a situações estressantes, observo que começo a respirar de forma mais lenta e profunda, o que me faz sentir mais calma e serena.
Estou adorando conhecer mais sobre a cultura Indiana cuja eu tenho muita admiração desde pequena, as posturas que são proporcionadas têm uma grande importância. Quando chega terça e quinta-feira, não vejo a hora que o temp passe para eu ir para minha prática, com muita alegria e quando chega a hora do “Namastê” nossa despedida, sinto uma sensação de missão cumprida.
A Yoga Life Para mim é um estilo de vida que você escolhe em ter, nela existe algo além da técnica onde praticando, isso vai se despertando.
A Maioria das pessoas espera sempre respostas externas, gosta de se entregar nas mãos dos outros e espera sempre que alguém de alguma coisa os cure. Na Yoga o processo é ao contrário. Você aprende a não depender do exterior, a não depender da “autoridade” externa.
Fazer Yoga é muito simples, viver em Yoga que é bem mais difícil!
ADRIANO CAMPOS
IDADE: 37 anos
PROFISSÃO: Coordenador de Informática
Data de início no YogaLife: 14/12/2005
Comecei a praticar Yoga para combater a ansiedade, estresse e por que venho num processo de cura da Síndrome do Pânico.
Estou em meu 3º mês de prática e através das técnicas aprendi a controlar os momentos de tensão ansiedade e hoje pude parar com a alopatia que ministrava nesses momentos.
Com a prática diária de meditação consigo relaxar e dormir mais facilmente.
Fisicamente, o alongamento e força muscular também melhoraram!
CACILDA SOARES SANTANA
IDADE: 54 anos
PROFISSÃO: Professora
Data de início no YogaLife: Nov/2002
No longo de 50 anos de existência sem ter consciência do meu corpo, fez do mesmo morada de sofrimentos: obesidade, lordose, lombalgia, nervo ciático, tireóide, etc.
Com o propósito de buscar novas terapias graças a Deus cheguei no YogaLife, não suportava mais o tratamento com remédios fortíssimos e fisioterapia que há um bom tempo estava praticando.
No YogalIfe aprendi novos conhecimentos e práticas ajudando meu corpo a tornar-se um instrumento apto e eficiente, bem como alcançar uma mente tranqüila e equilibrada.
Com a massagem ayurvédica melhorei muito, ficando sem dores na coluna, nem o ciático, capacitando-me a executar movimentos, coisa antes impossível; além disso proporcionou para o meu corpo equilíbrio e harmonia integral.
Os livros sobre alimentação saudável emprestados pela Ana ajudaram-me a ter mais cuidado com a minha alimentação; procurando equilibrar vegetal e frutas no meu cardápio, o que não fazia anteriormente.
Hoje estou 4 quilos mais magra, as pessoas dizem que estou diferente mais jovem, magra e alegre. O Dr Paulo, meu ortopedista está feliz, por eu ter recuperado os movimentos do braço esquerdo e fez eu prometer que não iria mais desistir de praticar o Yoga; e também não tomo mais nenhum tipo de remédio.
Sei que tenho muito a aprender, todo processo de aprendizagem requer paciência, perseverança, esforço e uma prática constante e natural. Estou muito feliz com o resultado obtido até o presente momento.
Quero aproveitar o ensejo para agradecer a equipe do YogaLife, pela dedicação, atenção e carinho que dedicam ao seu trabalho favorecendo esta grande transformação que ocorreu na minha vida.
THALYTA SANTANA LOPES
IDADE: 26 anos
PROFISSÃO: Bancária
Data de início no YogaLife: 7/01/2004
Data de mudança de cidade: 10/10/2006
Pessoal do YogaLife,
Levo em meu coração todos bons ensinamentos e vibrações positivas que aprendi com vocês nesses quase 3 anos.
Francis Bacon já escreveu um dia “O homem deve criar suas oportunidades e não simplesmente esperar que elas aconteçam.”
Pois, é na YogaLife aprendi a técnica do “Sankalpa”, onde criei o meu caminho de prosperidade, luz, vida e amor no campo profissional.
O carinho de vocês será essencial nos momentos difíceis.
Um forte abraço, Namastê!
Thalyta
VER MAIS EM
http://www.yogalife.com.br
IDADE: 17 anos
PROFISSÃO: Estudante
Data de início no YogaLife: 17/08/2006
Busquei o Yoga com o desejo de alcançar um equilíbrio entre corpo e mente. Ao longo do tempo, percebo que venho adquirindo maior alinhamento postural e melhor consciência corporal, com ganhos em flexibilidade e força muscular.
Por meio de um trabalho integrado de posturas, respiração e meditação. Estou aprendendo a desenvolver equilíbrio e concentração em diversas situações do cotidiano, o que me permite lidar melhor com as minhas emoções. Quando exposta a situações estressantes, observo que começo a respirar de forma mais lenta e profunda, o que me faz sentir mais calma e serena.
Estou adorando conhecer mais sobre a cultura Indiana cuja eu tenho muita admiração desde pequena, as posturas que são proporcionadas têm uma grande importância. Quando chega terça e quinta-feira, não vejo a hora que o temp passe para eu ir para minha prática, com muita alegria e quando chega a hora do “Namastê” nossa despedida, sinto uma sensação de missão cumprida.
A Yoga Life Para mim é um estilo de vida que você escolhe em ter, nela existe algo além da técnica onde praticando, isso vai se despertando.
A Maioria das pessoas espera sempre respostas externas, gosta de se entregar nas mãos dos outros e espera sempre que alguém de alguma coisa os cure. Na Yoga o processo é ao contrário. Você aprende a não depender do exterior, a não depender da “autoridade” externa.
Fazer Yoga é muito simples, viver em Yoga que é bem mais difícil!
ADRIANO CAMPOS
IDADE: 37 anos
PROFISSÃO: Coordenador de Informática
Data de início no YogaLife: 14/12/2005
Comecei a praticar Yoga para combater a ansiedade, estresse e por que venho num processo de cura da Síndrome do Pânico.
Estou em meu 3º mês de prática e através das técnicas aprendi a controlar os momentos de tensão ansiedade e hoje pude parar com a alopatia que ministrava nesses momentos.
Com a prática diária de meditação consigo relaxar e dormir mais facilmente.
Fisicamente, o alongamento e força muscular também melhoraram!
CACILDA SOARES SANTANA
IDADE: 54 anos
PROFISSÃO: Professora
Data de início no YogaLife: Nov/2002
No longo de 50 anos de existência sem ter consciência do meu corpo, fez do mesmo morada de sofrimentos: obesidade, lordose, lombalgia, nervo ciático, tireóide, etc.
Com o propósito de buscar novas terapias graças a Deus cheguei no YogaLife, não suportava mais o tratamento com remédios fortíssimos e fisioterapia que há um bom tempo estava praticando.
No YogalIfe aprendi novos conhecimentos e práticas ajudando meu corpo a tornar-se um instrumento apto e eficiente, bem como alcançar uma mente tranqüila e equilibrada.
Com a massagem ayurvédica melhorei muito, ficando sem dores na coluna, nem o ciático, capacitando-me a executar movimentos, coisa antes impossível; além disso proporcionou para o meu corpo equilíbrio e harmonia integral.
Os livros sobre alimentação saudável emprestados pela Ana ajudaram-me a ter mais cuidado com a minha alimentação; procurando equilibrar vegetal e frutas no meu cardápio, o que não fazia anteriormente.
Hoje estou 4 quilos mais magra, as pessoas dizem que estou diferente mais jovem, magra e alegre. O Dr Paulo, meu ortopedista está feliz, por eu ter recuperado os movimentos do braço esquerdo e fez eu prometer que não iria mais desistir de praticar o Yoga; e também não tomo mais nenhum tipo de remédio.
Sei que tenho muito a aprender, todo processo de aprendizagem requer paciência, perseverança, esforço e uma prática constante e natural. Estou muito feliz com o resultado obtido até o presente momento.
Quero aproveitar o ensejo para agradecer a equipe do YogaLife, pela dedicação, atenção e carinho que dedicam ao seu trabalho favorecendo esta grande transformação que ocorreu na minha vida.
THALYTA SANTANA LOPES
IDADE: 26 anos
PROFISSÃO: Bancária
Data de início no YogaLife: 7/01/2004
Data de mudança de cidade: 10/10/2006
Pessoal do YogaLife,
Levo em meu coração todos bons ensinamentos e vibrações positivas que aprendi com vocês nesses quase 3 anos.
Francis Bacon já escreveu um dia “O homem deve criar suas oportunidades e não simplesmente esperar que elas aconteçam.”
Pois, é na YogaLife aprendi a técnica do “Sankalpa”, onde criei o meu caminho de prosperidade, luz, vida e amor no campo profissional.
O carinho de vocês será essencial nos momentos difíceis.
Um forte abraço, Namastê!
Thalyta
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domingo, 23 de agosto de 2009
Yogaterapia para Cardiopatas & Hipertensos
Técnicas de Yoga Nidra (sono yogue) para o relaxamento profundo e combate ao Stress;
Técnicas de respiração yoguica (Pranayamas) com o auxílio de Gestos energéticos (Mudras) para reduzir a Ansiedade;
Exercícios de alongamento, flexibilidade e relaxamento (Hatha Yoga)
Psicoterapia de suporte e apoio para a cessação do tabagismo e outras compulsões;
Técnicas de respiração e Meditação para ampliar o auto-conhecimento e auto-transformação;
Este trabalho é baseado no programa “Abrindo o Seu Coração” do cardilogista americano Dean Ornish, cujos resultados foram comprovados e publicados em revistas cientificas conceituadas como THE LANCET e JOURNAL OF THE AMERICAN MEDICAL ASSOCIATION; as pesquisas do Dr. Dean Ornish mostraram que mudanças significativas dos hábitos de vida podem reverter a progressão de placas ateroscleróticas nas artérias coronárias, sendo que,
¯ 82% dos pacientes que seguiram a orientação do programa demonstrou uma média
mensurável de Reversão de seus bloqueios nas artérias coronárias depois de um ano.
¯ Uma média de 91% de redução da intensidade da dor no peito (angina).
¯ Uma melhora de 55% na capacidade física.
¯ Uma redução de 21% nos níveis de colesterol.
¯ Significativas reduções dos níveis de pressão arterial em repouso e sob stress emocional.
Todos os elementos do Programa de Yogaterapia são combinados para permitir que o processo de cura tenha inicio nos níveis mais profundos, e promova mudanças significativas nos hábitos de vida. Considerando-se que os fatores ligados aos hábitos de vida podem ativar todos os mecanismos conhecidos que causam a doença coronária, per si, é o produto final de uma sucessão de eventos que ocorrem durante o período de uma vida, a doença e o sofrimento ligado a ela podem ser poderosos catalisadores, não só para mudar os comportamentos, como hábitos alimentares e exercício físico, mas, o que é mais importante, para ajudar a transformar os determinantes mais fundamentais da saúde, incluindo-se aí os valores dos pacientes, seus relacionamentos, auto-percepção e auto-estima. Este trabalho se baseia na premissa de que existem níveis diferentes de cura. Assim, quanto mais longe pudermos ir na cadeia de causas de um problema, mais poderosa será sua cura.
Abril/2007
Profissional Responsável
Tânia Maria Sales – Formada em Psicologia pela Universidade Federal do Ceará – Psicanalista com Formação no Centro de Estudos freudianos de Recife (CEF). Yogaterapeuta com cursos de formação com Maria Laura Packer de Joinville (SC) e Joseph Le Page (Montanha encantada – Garopaba – SC), dedica-se à pratica e ao estudo do Yoga há mais de 15 anos (1992). Participou também de workshops e cursos intensivos com Professores como Pedro Kupfer, Marcos Rojo, José Antonio Machado Filla e Joseph e Lilian Le Page, Ved e Harbans Arora.
Flor de Lótus Espaço de Yoga
Rua Carlos Vasconcelos, 919,
Aldeota, Fortaleza, Ceará
Fones: (85) 3268.1031
e (85) 8807.1508
contato@flordelotus.pro.br
Técnicas de respiração yoguica (Pranayamas) com o auxílio de Gestos energéticos (Mudras) para reduzir a Ansiedade;
Exercícios de alongamento, flexibilidade e relaxamento (Hatha Yoga)
Psicoterapia de suporte e apoio para a cessação do tabagismo e outras compulsões;
Técnicas de respiração e Meditação para ampliar o auto-conhecimento e auto-transformação;
Este trabalho é baseado no programa “Abrindo o Seu Coração” do cardilogista americano Dean Ornish, cujos resultados foram comprovados e publicados em revistas cientificas conceituadas como THE LANCET e JOURNAL OF THE AMERICAN MEDICAL ASSOCIATION; as pesquisas do Dr. Dean Ornish mostraram que mudanças significativas dos hábitos de vida podem reverter a progressão de placas ateroscleróticas nas artérias coronárias, sendo que,
¯ 82% dos pacientes que seguiram a orientação do programa demonstrou uma média
mensurável de Reversão de seus bloqueios nas artérias coronárias depois de um ano.
¯ Uma média de 91% de redução da intensidade da dor no peito (angina).
¯ Uma melhora de 55% na capacidade física.
¯ Uma redução de 21% nos níveis de colesterol.
¯ Significativas reduções dos níveis de pressão arterial em repouso e sob stress emocional.
Todos os elementos do Programa de Yogaterapia são combinados para permitir que o processo de cura tenha inicio nos níveis mais profundos, e promova mudanças significativas nos hábitos de vida. Considerando-se que os fatores ligados aos hábitos de vida podem ativar todos os mecanismos conhecidos que causam a doença coronária, per si, é o produto final de uma sucessão de eventos que ocorrem durante o período de uma vida, a doença e o sofrimento ligado a ela podem ser poderosos catalisadores, não só para mudar os comportamentos, como hábitos alimentares e exercício físico, mas, o que é mais importante, para ajudar a transformar os determinantes mais fundamentais da saúde, incluindo-se aí os valores dos pacientes, seus relacionamentos, auto-percepção e auto-estima. Este trabalho se baseia na premissa de que existem níveis diferentes de cura. Assim, quanto mais longe pudermos ir na cadeia de causas de um problema, mais poderosa será sua cura.
Abril/2007
Profissional Responsável
Tânia Maria Sales – Formada em Psicologia pela Universidade Federal do Ceará – Psicanalista com Formação no Centro de Estudos freudianos de Recife (CEF). Yogaterapeuta com cursos de formação com Maria Laura Packer de Joinville (SC) e Joseph Le Page (Montanha encantada – Garopaba – SC), dedica-se à pratica e ao estudo do Yoga há mais de 15 anos (1992). Participou também de workshops e cursos intensivos com Professores como Pedro Kupfer, Marcos Rojo, José Antonio Machado Filla e Joseph e Lilian Le Page, Ved e Harbans Arora.
Flor de Lótus Espaço de Yoga
Rua Carlos Vasconcelos, 919,
Aldeota, Fortaleza, Ceará
Fones: (85) 3268.1031
e (85) 8807.1508
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quarta-feira, 19 de agosto de 2009
Prof. Hérmogenes
*
Suryanamaskar ou Saudação ao Sol
Entre os hindus, a saudação ao sol é uma reverência ao astro-rei que nasce. Exercício de exótica beleza plástica, constitui preparo para os demais ásanas, em virtude de movimentar as várias seções da coluna, as pernas, os braços e os músculos abdominais.
*
Ásanas
A finalidade principal de um ásana é sempre de natureza mental. Vencendo a inquietude e a fragilidade da mente, facilitam a concentração criando condições de administrá-la. No entanto, as conseqüências benéficas sobre o corpo não são menos profundas. No psíquico como no físico, os ásanas melhoram os que os praticam. Doença, embotamento, dúvida, negligência, avoamento, indolência, ilusão e instabilidade emocional, geradores de inquietação mental, não resistem à poderosa atuação dos vários ásanas, quando praticados com habilidade e assiduidade.
Os ásanas mexem com músculos, articulações e órgãos que raramente se movimentam. Disto resultam agradáveis sensações ao alcance daqueles que se dedicam à prática.
Agindo sobre a musculatura, interferindo no aparelho circulatório, no sistema nervoso, principalmente em determinados plexos, estimulando determinadas glândulas, massageando agora este, depois outro órgão, os ásanas, verdadeira farmacopéia mecânica, asseguram a saúde, a flexibilidade, o frescor característico de todo corpo jovem.
*
Pranayama e sua importância
Etimologicamente, a palavra sânscrita pranayama significa domínio (yama) sobre o prana. A maioria dos autores conceitua como a suspensão voluntária do alento, isto é, do prana, e é o objetivo comum que todos eles apontam para os vários exercícios respiratórios, constituído o “ abre-te sésamo” para a trascendência e a libertação.
O venerável Swami Vivekananda narra uma parábola ilustrando a importância do pranayama.
Conta-se que o ministro de um grande rei caiu em desgraça. Como conseqüência, o rei mandou encerra-lo na cúspide de muita elevada torre. Assim se fez, e o ministro foi relegado a ali consumir-se, Ele contava, porém, com uma fiel esposa, que à noite foi à torre e, chamando o marido, perguntou-lhe que poderia fazer para facilitar a fuga. Respondeu-lhe que na noite seguinte voltasse trazendo uma corda grossa, um forte barbante, um carretel de fio de cânhamo e um outro de fio de seda, um besouro e um pouco de mel. Muito admirada, a boa esposa obedeceu e lhe trouxe os objetos pedidos. Então o marido lhe disse que atasse a extremidade do fio de seda ao corpo do besouro, que lhe untasse os chifres com uma gota de mel e que o colocasse sobre a parede da torre, deixando-o em liberdade e com a cabeça voltada para o alto. Assim ela fez e o besouro principiou sua viagem. Sentindo o cheiro de mel diante de si, trepou lentamente, com a esperança de alcançá-lo, até que chegou ao cume da torre. Apoderando-se então do besouro, encontrou-se o ministro na posse de um dos extremos do fio de seda. Nessa situação, disse à esposa que unisse no outro extremo o fio de cânhamo e, depois que este foi puxado, repetiu o processo com o barbante e finalmente com a corda. O restante foi fácil: o ministro conseguiu sair da torre por meio da corda, evadindo-se. Em nossos corpos, continua o yogui Vivekananda, o alento vital é o fio de seda e, aprendendo a dominá-lo, apoderamo-nos do fio de cânhamo das correntes nervosas, destas fazemos outro tanto com o forte barbante de nossos pensamentos e, finalmente, apoderamonos da corda do prana, com a qual logramos a libertação.
ver mais em
http://www.profhermogenes.com.br
Suryanamaskar ou Saudação ao Sol
Entre os hindus, a saudação ao sol é uma reverência ao astro-rei que nasce. Exercício de exótica beleza plástica, constitui preparo para os demais ásanas, em virtude de movimentar as várias seções da coluna, as pernas, os braços e os músculos abdominais.
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Ásanas
A finalidade principal de um ásana é sempre de natureza mental. Vencendo a inquietude e a fragilidade da mente, facilitam a concentração criando condições de administrá-la. No entanto, as conseqüências benéficas sobre o corpo não são menos profundas. No psíquico como no físico, os ásanas melhoram os que os praticam. Doença, embotamento, dúvida, negligência, avoamento, indolência, ilusão e instabilidade emocional, geradores de inquietação mental, não resistem à poderosa atuação dos vários ásanas, quando praticados com habilidade e assiduidade.
Os ásanas mexem com músculos, articulações e órgãos que raramente se movimentam. Disto resultam agradáveis sensações ao alcance daqueles que se dedicam à prática.
Agindo sobre a musculatura, interferindo no aparelho circulatório, no sistema nervoso, principalmente em determinados plexos, estimulando determinadas glândulas, massageando agora este, depois outro órgão, os ásanas, verdadeira farmacopéia mecânica, asseguram a saúde, a flexibilidade, o frescor característico de todo corpo jovem.
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Pranayama e sua importância
Etimologicamente, a palavra sânscrita pranayama significa domínio (yama) sobre o prana. A maioria dos autores conceitua como a suspensão voluntária do alento, isto é, do prana, e é o objetivo comum que todos eles apontam para os vários exercícios respiratórios, constituído o “ abre-te sésamo” para a trascendência e a libertação.
O venerável Swami Vivekananda narra uma parábola ilustrando a importância do pranayama.
Conta-se que o ministro de um grande rei caiu em desgraça. Como conseqüência, o rei mandou encerra-lo na cúspide de muita elevada torre. Assim se fez, e o ministro foi relegado a ali consumir-se, Ele contava, porém, com uma fiel esposa, que à noite foi à torre e, chamando o marido, perguntou-lhe que poderia fazer para facilitar a fuga. Respondeu-lhe que na noite seguinte voltasse trazendo uma corda grossa, um forte barbante, um carretel de fio de cânhamo e um outro de fio de seda, um besouro e um pouco de mel. Muito admirada, a boa esposa obedeceu e lhe trouxe os objetos pedidos. Então o marido lhe disse que atasse a extremidade do fio de seda ao corpo do besouro, que lhe untasse os chifres com uma gota de mel e que o colocasse sobre a parede da torre, deixando-o em liberdade e com a cabeça voltada para o alto. Assim ela fez e o besouro principiou sua viagem. Sentindo o cheiro de mel diante de si, trepou lentamente, com a esperança de alcançá-lo, até que chegou ao cume da torre. Apoderando-se então do besouro, encontrou-se o ministro na posse de um dos extremos do fio de seda. Nessa situação, disse à esposa que unisse no outro extremo o fio de cânhamo e, depois que este foi puxado, repetiu o processo com o barbante e finalmente com a corda. O restante foi fácil: o ministro conseguiu sair da torre por meio da corda, evadindo-se. Em nossos corpos, continua o yogui Vivekananda, o alento vital é o fio de seda e, aprendendo a dominá-lo, apoderamo-nos do fio de cânhamo das correntes nervosas, destas fazemos outro tanto com o forte barbante de nossos pensamentos e, finalmente, apoderamonos da corda do prana, com a qual logramos a libertação.
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domingo, 16 de agosto de 2009
VEDANTA ENTREVISTA COM GLÓRIA ARIEIRA -
A Gloria despertou para este ensinamento muito cedo, com apenas 19 anos. O que buscava nessa altura?
Com 19 anos eu já tinha morado muito tempo fora do Brasil, nos EUA, onde fui pela primeira vez tinha 6,7 anos. Já tinha passado 3 meses a viajar pela Europa, tinha dinheiro suficiente para fazer o que quisesse e não me faltava nada. No entanto, não conseguia dizer que estava satisfeita. Faltava-me alguma coisa, mas eu nem sabia o que era.
Um dia aconteceu uma situação interessante. Eu tinha 17 anos, estava nos EUA, e encontrei um homem mexicano que veio falar comigo numa loja. Ele dizia ter 3 desejos na vida e que tinha a certeza que se os satisfizesse seria uma pessoa feliz e completa: ele queria, durante a sua vida, morar nos EUA, conhecer o Brasil e ir à Europa. Eu fiquei a pensar: eu nasci no Brasil, estou nos EUA, tenho viagem marcada para a Europa e não me sinto a pessoa mais feliz do mundo. Então, o que traz a felicidade a alguém? Definitivamente, este homem acha que vai ser feliz, mas eu estou numa condição que ele desejaria e não estou feliz! A partir desse momento comecei a pensar: o que faz alguém feliz? Pensei muito sobre qual seria o significado da vida. Para que estamos aqui? Se existe uma razão para esta vida será que estou a perder o meu tempo, ou estou a fazer o que tenho de fazer? Isto marcou o início de uma busca sobre qual o objectivo da vida.
Então, voltei para o Brasil e, prestes a fazer 18 anos, fui para a Europa. O meu pai deu-me uma passagem para a Alemanha, onde tinha primos, e algum dinheiro para eu destinar como quisesse, ou para viajar ou para fazer compras. O que pensei logo foi: tenho de viajar, visitar o máximo de coisas possível e quem sabe numa destas viagens encontro a minha resposta. Viajei muito e foi muito impactante. Fui para Berlim Ocidental e vi as pessoas verdadeiramente felizes, porque viviam o dia presente, sabendo que se houvesse algum problema na Alemnha Oriental elas estavam bem no meio. Viviam também com satisfação, porque o muro não tinha passado no meio das suas casas e tinham ficado do lado livre. Isto para mim foi um ensinamento de vida – viver aquilo que se tem e não projectar o futuro. Estas coisas fizeram-me pensar muito sobre a vida, o objectivo da vida, como aproveitar a vida. Comecei então a procurar essas respostas na filosofia, fazendo diversos estudos, no budismo zen, comecei a praticar yoga, tornei-me vegetariana, fazia meditação e pranayama de manhã cedo no alto da montanha, encontrei uma pessoa que buscava o mesmo que eu e casei-me. Mas tudo o que aconteceram foram experiências, nada mais. Estava realmente desanimada, não sabia mais o que fazer, tentei isolar-me na Patagónia mas nem cheguei até lá, foi então que conheci o Swami Chinmayananda que, numa palestra apenas, falou de tantas coisas que respondiam à minha busca. Ele disse que as pessoas são como flores e que quando verdadeiramente amadurecem abrem-se com toda a sua beleza e perfume, mas que tinham de chegar primeiro a este ponto de amudericmento e de beleza e para lá chegarem precisavam de um jardineiro capaz, de um mestre ou de um professor que as fizesse exteriorizar todo o seu potencial. Foi uma palestra simples mas tocou-me. Foi aí que comecei a interessar-me por este ensinamento e acabei por ir para a Índia, onde conheci o Swami Dayananda. Quando o vi, percebi que não o estava a conhecer pela primeira vez, que já vínhamos de outras datas, vinculei-me a ele e assim estou até agora.
Na primeira aula que fez na Índia com o Swami Dayananda percebeu de imediato que a suas respostas estavam ali?
Quando ouvi a palestra do Swami Chinmayananda no Brasil, vi logo que naquele conhecimento estava a minha resposta e quando conheci o Swami Dayananda vi que ali estava a pessoa com quem ia aprender. Não me lembro especificamente das primeiras aulas, mas lembro-me claramente destes dois momentos – um em que vi o Swami Chinmayananda e percebi que era aquilo e o outro em que vi o Swami Dayananda e soube que ele era a pessoa que me ensinaria.
Como é que a sua família viu a decisão de ficar a estudar na Índia?
Eu já me tinha casado muito cedo, o que na visão deles já tinham sido uma maluquice, ir para a Índia era só uma segunda maluquice. Eu já me tinha casado, já me tinha tornado vegetariana, já praticava yoga, então foi só mais uma coisa. Os meus pais têm uma filosofia de respeito pelos valores e pelas escolhas dos filhos, pelo que foi mais ou menos tranquilo. Depois quando eu estava mesmo a morar na Índia eles foram até lá ver como eu estava e conhecer o ashram. As minhas duas avós é que realmente reagiram. A minha avó materna perguntou porque é que ia para um mosteiro na Índia se existiam mosteiros no Brasil e a minha avó paterna disse que na Índia eu acabaria por me tornar uma escrava branca. Ficaram completamente horrorizadas, mas não tinham como não aceitar.
Como foram esses primeiros tempos de Índia?
O primeiro ano e meio foi muito difícil, porque eu cheguei já o curso ia a meio e não queriam aceitar-me. Como o Swami Chinmayananda insistiu eu fiquei. Tive algumas dificuldades com umas americanas que estavam lá a estudar e entendi muito pouco porque as aulas já estavam muito avançadas. Foi muito difícil.
Alguma vez pensou em desistir e voltar para o Brasil?
Não, nunca pensei nisso. Apesar das dificuldades eu queria ficar e prometi fazer o que fosse preciso para isso. Quando o curso acabou pedi ao Swamiji para me deixar ficar, ele não queria deixar porque a toda a gente queria o mesmo. Então ele propôs-me conhecer a Índia, fez uns contactos com conhecidos, arranjou-nos um condutor, um carro e casas de famílias que nos receberam, isto durante 10 meses. Durante esse tempo acompanhámos também o Swamiji até aos locais onde ele ia fazer palestras às quais assistíamos. Foi assim que tive a oportunidade de conhceer as pessoas, a cultura e o modo de vida indiano.
A via da renúncia foi alguma vez uma hipótese para si?
Não, nunca pensei em renúncia. Os renunciantes nunca me encantaram. Sempre dei valor a uma vida simples e tranquila, mas eu também vivia isso, pelo que nunca tive esse desejo.
De que forma é que esta tradição afectou o seu estilo de vida?
Depois dos 10 meses em que viajei com o Swamiji iniciei o outro curso, que já foi bem mais fácil, de uma forma geral. Comecei desde o início, aprendi muito canto védico de que eu gosto muito e a minha vida era aquela vida do ashram. Dormíamos em quartos individuais, estudávamos sânscrito e Vedanta. Neste segundo curso estabeleci um estilo de vida que mantive mesmo depois de regressar ao Brasil. Acordava cedo, tomava banho, fazia meditação e a minha vida inteira foi como a vida do ashram. Mesmo casada e com filhos nunca deixei de fazer estas coisas – acordar cedo, fazer meditação, fazer cânticos, estudar, dar aulas. A minha vida inteira tem sido assim.
Na sua opinião é possível viver de acordo com este ensinamento durante toda a vida sem a sua parte, digamos, mais religiosa e ritualística?
Não é obrigatório juntar as duas coisas, mas à medida que vamos tendo uma apreciação de Ísvara, a relação com ele, de forma devocional digamos assim, torna-se uma coisa natural. Eu identifiquei-me com o aspecto religioso do hinduísamo que está nos Vedas. Quando parti para a Índia nunca pensei em hinduísmo, na verdade, nunca pensei em religião. Para mim era um conhecimento, uma filosofia, mas à medida que fui descobrindo Ísvara fui-me identificando com isso. Não é necessária a parte religiosa, mas alguma relação com Ísvara é importante, na forma de japa, por exemplo, isso é importante.
Quanto deste ensinamento se refletiu na educação que passou para os seus filhos?
Bem, na sequência da resposta anterior, a parte religiosa não é importante no sentido formal de seguir o hinduísmo, mas é importante ter um conceito de Deus, uma relação com Deus. Então eu pensei que não ia formalmente impor a religião hindu aos meus filhos, mas eles sempre me viram fazer puja, cânticos, bhajans e festividades no meu centro de estudos. Eles iam e participavam. Dentro de casa não se comia carne, tiravam-se os sapatos, sempre recebíamos Swamis, eles foram pequenos para o ashram do Swamiji nos EUA para participarem de um programa para crianças, ensinei-os a fazer japa... Os meus filhos tiveram uma exposição a isto, mas deixei que fossem eles a escolher. Fiz um ritual de conversão para o hinduísmo e a minha filha também quis fazer, mas os meus outros dois filhos não, por exemplo.
Chegou a levá-los para a Índia alguma vez?
Há dois anos atrás o meu filho mais velho foi comigo. Eu queria que ele fosse comigo a um templo de Venkatesha no sul da Índia. Foi um templo ao qual eu queria ter ido desde que ouvi falar dele mas nunca tinha conseguido ir. Ele adorou. Até porque, como ele diz, sempre teve uma exposição à vida indiana, aos indianos, aos Swamis que eram os meus amigos, então conhecer tudo aquilo foi importante para ele.
Quando regressou ao Brasil depois da Índia começou logo a ensinar?
Voltei da Índia, tal como fui, de barco. Era um navio cargueiro que saía do Japão, e só cheguei ao Brasil em Setembro. Em Dezembro o Swamiji iria lá então só tivémos aqueles meses para organizar a vinda dele. Ele veio e ficou cerca de 15 dias. No final da palestra ele anunciou que em Janeiro começariam as minhas aulas, então não tive escolha e comecei (risos). Comecei a dar aulas em escolas de yoga à noite e depois em casa. Na primeira aula acho que tive uns 6 alunos (risos).
Sempre soube que ensinaria?
DSC08344
Quando fui para a Índia não tinha pensado nisso de maneira nenhuma, fui por mim. Mas desde cedo percebi que tinha um jeito para ensinar, desde nova tinha muita facilidade para alfabetizar adultos. Enquanto estava no ashram, durante o segundo curso, o Swamiji pediu-me também para ajudar umas pessoas que não estavam a compreender as aulas, então depois da aula dele eu dava a mesma aula para essas pessoas. Tudo começou ali mesmo, eu nem sabia se estava a ensinar bem… Mas até hoje uma dessas senhoras que eu ensinava, do Canadá, manda-me todos os anos um cartão de Natal, agradecendo e dizendo que as notas que tirou na minha aula a acompanham até hoje e que por causa delas dá aulas ainda hoje. Mas quando cheguei ao Brasil tive muitas dificuldades porque tinha aprendido tudo em inglês, tinha 25 anos dos quais mais de 9 tinham sido fora do Brasil, então não conseguia ensinar em português e tive muita dificuldade. Depois fui traduzinho os termos todos para português e fui traduzindo palestras do Swamiji para escolher os termos em português. Muitos dos termos que uso hoje nas aulas parei e pensei bem sobre eles.
Como é manter uma vida simples e uma paz interior numa cidade como o Rio de Janeiro?
Para mim não é difícil. Eu poderia viver em qualquer lugar, mas uma vez que falo português acho que a minha obrigação é estar aqui e ensinar em português as pessoas que, como eu, querem aprender. Ficar na Índia teria sido fácil de mais para mim. Continuar a levar aquela vida simples no ashram, estudar, isso não era o desafio. O desafio era voltar e começar a ensinar, podia até nem ter dado certo mas eu tinha de tentar.
Entrevista publicada originalmente em www.dharmabindu.com. Reproduzida com autorização.
Com 19 anos eu já tinha morado muito tempo fora do Brasil, nos EUA, onde fui pela primeira vez tinha 6,7 anos. Já tinha passado 3 meses a viajar pela Europa, tinha dinheiro suficiente para fazer o que quisesse e não me faltava nada. No entanto, não conseguia dizer que estava satisfeita. Faltava-me alguma coisa, mas eu nem sabia o que era.
Um dia aconteceu uma situação interessante. Eu tinha 17 anos, estava nos EUA, e encontrei um homem mexicano que veio falar comigo numa loja. Ele dizia ter 3 desejos na vida e que tinha a certeza que se os satisfizesse seria uma pessoa feliz e completa: ele queria, durante a sua vida, morar nos EUA, conhecer o Brasil e ir à Europa. Eu fiquei a pensar: eu nasci no Brasil, estou nos EUA, tenho viagem marcada para a Europa e não me sinto a pessoa mais feliz do mundo. Então, o que traz a felicidade a alguém? Definitivamente, este homem acha que vai ser feliz, mas eu estou numa condição que ele desejaria e não estou feliz! A partir desse momento comecei a pensar: o que faz alguém feliz? Pensei muito sobre qual seria o significado da vida. Para que estamos aqui? Se existe uma razão para esta vida será que estou a perder o meu tempo, ou estou a fazer o que tenho de fazer? Isto marcou o início de uma busca sobre qual o objectivo da vida.
Então, voltei para o Brasil e, prestes a fazer 18 anos, fui para a Europa. O meu pai deu-me uma passagem para a Alemanha, onde tinha primos, e algum dinheiro para eu destinar como quisesse, ou para viajar ou para fazer compras. O que pensei logo foi: tenho de viajar, visitar o máximo de coisas possível e quem sabe numa destas viagens encontro a minha resposta. Viajei muito e foi muito impactante. Fui para Berlim Ocidental e vi as pessoas verdadeiramente felizes, porque viviam o dia presente, sabendo que se houvesse algum problema na Alemnha Oriental elas estavam bem no meio. Viviam também com satisfação, porque o muro não tinha passado no meio das suas casas e tinham ficado do lado livre. Isto para mim foi um ensinamento de vida – viver aquilo que se tem e não projectar o futuro. Estas coisas fizeram-me pensar muito sobre a vida, o objectivo da vida, como aproveitar a vida. Comecei então a procurar essas respostas na filosofia, fazendo diversos estudos, no budismo zen, comecei a praticar yoga, tornei-me vegetariana, fazia meditação e pranayama de manhã cedo no alto da montanha, encontrei uma pessoa que buscava o mesmo que eu e casei-me. Mas tudo o que aconteceram foram experiências, nada mais. Estava realmente desanimada, não sabia mais o que fazer, tentei isolar-me na Patagónia mas nem cheguei até lá, foi então que conheci o Swami Chinmayananda que, numa palestra apenas, falou de tantas coisas que respondiam à minha busca. Ele disse que as pessoas são como flores e que quando verdadeiramente amadurecem abrem-se com toda a sua beleza e perfume, mas que tinham de chegar primeiro a este ponto de amudericmento e de beleza e para lá chegarem precisavam de um jardineiro capaz, de um mestre ou de um professor que as fizesse exteriorizar todo o seu potencial. Foi uma palestra simples mas tocou-me. Foi aí que comecei a interessar-me por este ensinamento e acabei por ir para a Índia, onde conheci o Swami Dayananda. Quando o vi, percebi que não o estava a conhecer pela primeira vez, que já vínhamos de outras datas, vinculei-me a ele e assim estou até agora.
Na primeira aula que fez na Índia com o Swami Dayananda percebeu de imediato que a suas respostas estavam ali?
Quando ouvi a palestra do Swami Chinmayananda no Brasil, vi logo que naquele conhecimento estava a minha resposta e quando conheci o Swami Dayananda vi que ali estava a pessoa com quem ia aprender. Não me lembro especificamente das primeiras aulas, mas lembro-me claramente destes dois momentos – um em que vi o Swami Chinmayananda e percebi que era aquilo e o outro em que vi o Swami Dayananda e soube que ele era a pessoa que me ensinaria.
Como é que a sua família viu a decisão de ficar a estudar na Índia?
Eu já me tinha casado muito cedo, o que na visão deles já tinham sido uma maluquice, ir para a Índia era só uma segunda maluquice. Eu já me tinha casado, já me tinha tornado vegetariana, já praticava yoga, então foi só mais uma coisa. Os meus pais têm uma filosofia de respeito pelos valores e pelas escolhas dos filhos, pelo que foi mais ou menos tranquilo. Depois quando eu estava mesmo a morar na Índia eles foram até lá ver como eu estava e conhecer o ashram. As minhas duas avós é que realmente reagiram. A minha avó materna perguntou porque é que ia para um mosteiro na Índia se existiam mosteiros no Brasil e a minha avó paterna disse que na Índia eu acabaria por me tornar uma escrava branca. Ficaram completamente horrorizadas, mas não tinham como não aceitar.
Como foram esses primeiros tempos de Índia?
O primeiro ano e meio foi muito difícil, porque eu cheguei já o curso ia a meio e não queriam aceitar-me. Como o Swami Chinmayananda insistiu eu fiquei. Tive algumas dificuldades com umas americanas que estavam lá a estudar e entendi muito pouco porque as aulas já estavam muito avançadas. Foi muito difícil.
Alguma vez pensou em desistir e voltar para o Brasil?
Não, nunca pensei nisso. Apesar das dificuldades eu queria ficar e prometi fazer o que fosse preciso para isso. Quando o curso acabou pedi ao Swamiji para me deixar ficar, ele não queria deixar porque a toda a gente queria o mesmo. Então ele propôs-me conhecer a Índia, fez uns contactos com conhecidos, arranjou-nos um condutor, um carro e casas de famílias que nos receberam, isto durante 10 meses. Durante esse tempo acompanhámos também o Swamiji até aos locais onde ele ia fazer palestras às quais assistíamos. Foi assim que tive a oportunidade de conhceer as pessoas, a cultura e o modo de vida indiano.
A via da renúncia foi alguma vez uma hipótese para si?
Não, nunca pensei em renúncia. Os renunciantes nunca me encantaram. Sempre dei valor a uma vida simples e tranquila, mas eu também vivia isso, pelo que nunca tive esse desejo.
De que forma é que esta tradição afectou o seu estilo de vida?
Depois dos 10 meses em que viajei com o Swamiji iniciei o outro curso, que já foi bem mais fácil, de uma forma geral. Comecei desde o início, aprendi muito canto védico de que eu gosto muito e a minha vida era aquela vida do ashram. Dormíamos em quartos individuais, estudávamos sânscrito e Vedanta. Neste segundo curso estabeleci um estilo de vida que mantive mesmo depois de regressar ao Brasil. Acordava cedo, tomava banho, fazia meditação e a minha vida inteira foi como a vida do ashram. Mesmo casada e com filhos nunca deixei de fazer estas coisas – acordar cedo, fazer meditação, fazer cânticos, estudar, dar aulas. A minha vida inteira tem sido assim.
Na sua opinião é possível viver de acordo com este ensinamento durante toda a vida sem a sua parte, digamos, mais religiosa e ritualística?
Não é obrigatório juntar as duas coisas, mas à medida que vamos tendo uma apreciação de Ísvara, a relação com ele, de forma devocional digamos assim, torna-se uma coisa natural. Eu identifiquei-me com o aspecto religioso do hinduísamo que está nos Vedas. Quando parti para a Índia nunca pensei em hinduísmo, na verdade, nunca pensei em religião. Para mim era um conhecimento, uma filosofia, mas à medida que fui descobrindo Ísvara fui-me identificando com isso. Não é necessária a parte religiosa, mas alguma relação com Ísvara é importante, na forma de japa, por exemplo, isso é importante.
Quanto deste ensinamento se refletiu na educação que passou para os seus filhos?
Bem, na sequência da resposta anterior, a parte religiosa não é importante no sentido formal de seguir o hinduísmo, mas é importante ter um conceito de Deus, uma relação com Deus. Então eu pensei que não ia formalmente impor a religião hindu aos meus filhos, mas eles sempre me viram fazer puja, cânticos, bhajans e festividades no meu centro de estudos. Eles iam e participavam. Dentro de casa não se comia carne, tiravam-se os sapatos, sempre recebíamos Swamis, eles foram pequenos para o ashram do Swamiji nos EUA para participarem de um programa para crianças, ensinei-os a fazer japa... Os meus filhos tiveram uma exposição a isto, mas deixei que fossem eles a escolher. Fiz um ritual de conversão para o hinduísmo e a minha filha também quis fazer, mas os meus outros dois filhos não, por exemplo.
Chegou a levá-los para a Índia alguma vez?
Há dois anos atrás o meu filho mais velho foi comigo. Eu queria que ele fosse comigo a um templo de Venkatesha no sul da Índia. Foi um templo ao qual eu queria ter ido desde que ouvi falar dele mas nunca tinha conseguido ir. Ele adorou. Até porque, como ele diz, sempre teve uma exposição à vida indiana, aos indianos, aos Swamis que eram os meus amigos, então conhecer tudo aquilo foi importante para ele.
Quando regressou ao Brasil depois da Índia começou logo a ensinar?
Voltei da Índia, tal como fui, de barco. Era um navio cargueiro que saía do Japão, e só cheguei ao Brasil em Setembro. Em Dezembro o Swamiji iria lá então só tivémos aqueles meses para organizar a vinda dele. Ele veio e ficou cerca de 15 dias. No final da palestra ele anunciou que em Janeiro começariam as minhas aulas, então não tive escolha e comecei (risos). Comecei a dar aulas em escolas de yoga à noite e depois em casa. Na primeira aula acho que tive uns 6 alunos (risos).
Sempre soube que ensinaria?
DSC08344
Quando fui para a Índia não tinha pensado nisso de maneira nenhuma, fui por mim. Mas desde cedo percebi que tinha um jeito para ensinar, desde nova tinha muita facilidade para alfabetizar adultos. Enquanto estava no ashram, durante o segundo curso, o Swamiji pediu-me também para ajudar umas pessoas que não estavam a compreender as aulas, então depois da aula dele eu dava a mesma aula para essas pessoas. Tudo começou ali mesmo, eu nem sabia se estava a ensinar bem… Mas até hoje uma dessas senhoras que eu ensinava, do Canadá, manda-me todos os anos um cartão de Natal, agradecendo e dizendo que as notas que tirou na minha aula a acompanham até hoje e que por causa delas dá aulas ainda hoje. Mas quando cheguei ao Brasil tive muitas dificuldades porque tinha aprendido tudo em inglês, tinha 25 anos dos quais mais de 9 tinham sido fora do Brasil, então não conseguia ensinar em português e tive muita dificuldade. Depois fui traduzinho os termos todos para português e fui traduzindo palestras do Swamiji para escolher os termos em português. Muitos dos termos que uso hoje nas aulas parei e pensei bem sobre eles.
Como é manter uma vida simples e uma paz interior numa cidade como o Rio de Janeiro?
Para mim não é difícil. Eu poderia viver em qualquer lugar, mas uma vez que falo português acho que a minha obrigação é estar aqui e ensinar em português as pessoas que, como eu, querem aprender. Ficar na Índia teria sido fácil de mais para mim. Continuar a levar aquela vida simples no ashram, estudar, isso não era o desafio. O desafio era voltar e começar a ensinar, podia até nem ter dado certo mas eu tinha de tentar.
Entrevista publicada originalmente em www.dharmabindu.com. Reproduzida com autorização.
sexta-feira, 14 de agosto de 2009
Defesa de Tese de Doutorado do Dr. Aderson M. da Rocha - MEDICINA AYUVÉDICA
VER
http://www.dailymotion.com/video/x9s4du_defesa-de-tese-de-doutorado-do-dr-a_school
http://www.dailymotion.com/video/x9s4du_defesa-de-tese-de-doutorado-do-dr-a_school
A Medicina Ayurvedica ou Ayurveda
A palavra Ayurveda em sânscrito é formada por duas partes: ayus ou vida e veda ou conhecimento. O Caraka Samhita (compêndio de Caraka), principal texto de clínica médica, defini ayus da seguinte forma:
“O termo ayus é a combinação de corpo, órgãos dos sentidos, mente e alma” ( Caraka Samhita, trad. Dash e Sharma, 2007: vol I, p 25)
Segundo esta definição Ayurveda é o conhecimento ou a ciência da vida e possui uma evolução e desenvolvimento de milhares de anos no subcontinente indiano. Os principais textos autorizados são os compêndios clássicos conhecidos como “Brihat Trayi” ou o grande trio: Caraka Samhita ( escola de clínica médica) , Susruta Samhita ( escola de cirurgia) e Astanga Hrdayam ( coração dos 8 ramos do Ayurveda de Vagbhata). Todo estudante de Medicina Ayurvedica, na Índia, pesquisa estes antigos livros escritos em sânscrito.
A Medicina Ayurvedica afirma que tudo no universo é formado pelos 5 elementos básicos da natureza, chamados panchamaha-bhutas, inclusive o corpo físico, são eles: espaço ou éter, ar, fogo, água e terra. O objetivo desta ciência é estudar as influências destes elementos na natureza e no ser humano, dentro desta filosofia o Homem é um microcosmo do universo, o macrocosmo. Os elementos se unem dois a dois para formar os doshas ( humores biológicos) que atuam na nossa fisiologia assim como na formação dos desequilíbrios psicofísicos. Espaço e ar formam o dosha Vata, fogo e água geram o dosha Pitta e água e terra formam o dosha Kapha. Podemos afirmar que os doshas são as expressões fisiológicas dos 5 elementos quando existe equilíbrio, porem quando ocorre uma desarmonia tornam-se suas expressões patológicas.
O dosha Vata, espaço e ar, é frio, leve, seco, móvel e rápido, atua principalmente nas funções excretória e nervosa. No tubo digestivo localiza-se no intestino grosso. Vata desequilibrado ou patológico gera um quadro clínico relacionado ao aumento de espaço e ar (movimento) no nosso corpo físico: secura, frio, perda de peso, inquietação, gases, prisão de ventre, ansiedade, medos, depressão e insônia. Algumas doenças relacionadas ao dosha Vata: fibromialgia, artrose, dores em geral, problemas de coluna, cefaléia, constipação, flatulência, colite, síndrome do intestino irritado, síndrome bipolar, doença de Parkinson, demência senil.
O dosha Pitta, fogo e água, é quente, moderado e oleoso ( úmido), atua principalmente na função metabólica e digestiva. No tubo digestivo localiza-se no estomago e duodeno ( intestino delgado). Pitta desequilibrado ou patológico promove um quadro clínico relacionado ao aumento de fogo e água ( calor e umidade) no nosso corpo físico: azia, queimação abdominal, fezes soltas, calor no corpo, aumento da sudorese ( suor), pele sensível e vermelha, olhos vermelhos, irritabilidade e agressividade. Algumas doenças que podem estar relacionadas ao dosha Pitta: gastrite, ulcera digestiva, regurgitação, diarréia, hepatite, inflamações, acne, crises de fúria e ciúmes, climatério e menopausa, enxaqueca e estresse exacerbado.
O dosha Kapha, água e terra, é pesado, oleoso ( úmido), frio e lento, atua na função estrutural e de lubrificação dos tecidos. Kapha desarmônico ou patológico gera um quadro clínico relacionado ao aumento de água e terra no nosso corpo físico: peso corporal aumentado, lentidão, preguiça, oleosidade, secreções, embotamento mental. As doenças que podem estar relacionadas ao dosha Kapha: obesidade, diabetes, aumento do colesterol, bronquite, sinusite, tosse com secreção, alergias respiratórias, lentidão em todas as funções físicas e mentais e apego exacerbado.
Para tratarmos os nossos desequilíbrios temos que antes apontar o dosha que está em desarmonia ( diagnóstico do desequilíbrio), neste site encontramos o questionário dos doshas que aponta esta desarmonia através de um interrogatório com 27 questões para cada dosha. Você deve responder as questões de acordo com os seus sintomas atuais, pensando em como você está se sentindo nos últimos dias. Após isto é interessante ler sobre os doshas ( botão princípios básicos) e a dieta dos doshas ( botão alimentação ).
O Ayurveda é uma medicina complexa e completa e utiliza diversas ferramentas terapêuticas para equilibrar os doshas: massagem ayurvedica, óleos medicinais, dieta, rotina diária de hábitos saudáveis, oleação e sudação ( purvakarma), fitoterapia ( uso terapêutico das plantas medicinais), terapias purificadoras ( panchakarma), medicamentos com metais, minerais e pedras preciosas ( rasa shastra), recomendação de atividade física, prática de yoga e meditação.
O Susruta Samhita coloca as 8 principais especialidades do Ayurveda que são estudadas nas faculdades de Medicina Ayurvedica:
1- Cirurgia geral ( salya)
2- Doenças da cabeça e pescoço, inclui oftalmologia e otorrinolaringologia ( salakya)
3- Medicina interna ou clinica médica ( kayacikitsa)
4- Psiquiatria e doenças de causas sobrenaturais ( bhutavidya)
5- Ginecologia, obstetrícia e pediatria ( kaumarabhrtya )
6- Toxicologia e envenenamento por animais peçonhentos ( agadatantra)
7- Terapia de rejuvenescimento ( rasayana tantra)
8- Terapia dos afrodisíacos ( vajikaranatantra )
( Susruta Samhita, tradução de Sharma, 2004: vol I, p 7 a 11)
Terminamos este pequeno artigo introdutório sobre o Ayurveda com as palavras do sábio Vagbhata no seu trabalho denominado Astanga Hrdayam, ou o coração dos 8 ramos da Medicina Ayurvedica, que é um resumo em 120 capítulos de todo conhecimento, acumulado no subcontinente indiano, até o século VII da nossa era:
“Aquele que satisfaz-se diariamente com alimentos saudáveis e com atividades que discriminam ( o bom e ruim em tudo e age sabiamente), que não é apegado ( demasiadamente) aos objetos dos sentidos, que desenvolve o ato da caridade, que considera todos como iguais ( agindo com gentileza), com sinceridade, com perdão e mantendo a companhia de pessoas boas, torna-se livre de todas as doenças” ( Vagbhata, Astanga Hrdayam, tradução de Murthy, 2007: vol I, p 52)
VER
http://www.ayurveda.com.br/ayurveda/home/default.asp?staticpage=yes&titulo=Ayurveda
Namaste
“O termo ayus é a combinação de corpo, órgãos dos sentidos, mente e alma” ( Caraka Samhita, trad. Dash e Sharma, 2007: vol I, p 25)
Segundo esta definição Ayurveda é o conhecimento ou a ciência da vida e possui uma evolução e desenvolvimento de milhares de anos no subcontinente indiano. Os principais textos autorizados são os compêndios clássicos conhecidos como “Brihat Trayi” ou o grande trio: Caraka Samhita ( escola de clínica médica) , Susruta Samhita ( escola de cirurgia) e Astanga Hrdayam ( coração dos 8 ramos do Ayurveda de Vagbhata). Todo estudante de Medicina Ayurvedica, na Índia, pesquisa estes antigos livros escritos em sânscrito.
A Medicina Ayurvedica afirma que tudo no universo é formado pelos 5 elementos básicos da natureza, chamados panchamaha-bhutas, inclusive o corpo físico, são eles: espaço ou éter, ar, fogo, água e terra. O objetivo desta ciência é estudar as influências destes elementos na natureza e no ser humano, dentro desta filosofia o Homem é um microcosmo do universo, o macrocosmo. Os elementos se unem dois a dois para formar os doshas ( humores biológicos) que atuam na nossa fisiologia assim como na formação dos desequilíbrios psicofísicos. Espaço e ar formam o dosha Vata, fogo e água geram o dosha Pitta e água e terra formam o dosha Kapha. Podemos afirmar que os doshas são as expressões fisiológicas dos 5 elementos quando existe equilíbrio, porem quando ocorre uma desarmonia tornam-se suas expressões patológicas.
O dosha Vata, espaço e ar, é frio, leve, seco, móvel e rápido, atua principalmente nas funções excretória e nervosa. No tubo digestivo localiza-se no intestino grosso. Vata desequilibrado ou patológico gera um quadro clínico relacionado ao aumento de espaço e ar (movimento) no nosso corpo físico: secura, frio, perda de peso, inquietação, gases, prisão de ventre, ansiedade, medos, depressão e insônia. Algumas doenças relacionadas ao dosha Vata: fibromialgia, artrose, dores em geral, problemas de coluna, cefaléia, constipação, flatulência, colite, síndrome do intestino irritado, síndrome bipolar, doença de Parkinson, demência senil.
O dosha Pitta, fogo e água, é quente, moderado e oleoso ( úmido), atua principalmente na função metabólica e digestiva. No tubo digestivo localiza-se no estomago e duodeno ( intestino delgado). Pitta desequilibrado ou patológico promove um quadro clínico relacionado ao aumento de fogo e água ( calor e umidade) no nosso corpo físico: azia, queimação abdominal, fezes soltas, calor no corpo, aumento da sudorese ( suor), pele sensível e vermelha, olhos vermelhos, irritabilidade e agressividade. Algumas doenças que podem estar relacionadas ao dosha Pitta: gastrite, ulcera digestiva, regurgitação, diarréia, hepatite, inflamações, acne, crises de fúria e ciúmes, climatério e menopausa, enxaqueca e estresse exacerbado.
O dosha Kapha, água e terra, é pesado, oleoso ( úmido), frio e lento, atua na função estrutural e de lubrificação dos tecidos. Kapha desarmônico ou patológico gera um quadro clínico relacionado ao aumento de água e terra no nosso corpo físico: peso corporal aumentado, lentidão, preguiça, oleosidade, secreções, embotamento mental. As doenças que podem estar relacionadas ao dosha Kapha: obesidade, diabetes, aumento do colesterol, bronquite, sinusite, tosse com secreção, alergias respiratórias, lentidão em todas as funções físicas e mentais e apego exacerbado.
Para tratarmos os nossos desequilíbrios temos que antes apontar o dosha que está em desarmonia ( diagnóstico do desequilíbrio), neste site encontramos o questionário dos doshas que aponta esta desarmonia através de um interrogatório com 27 questões para cada dosha. Você deve responder as questões de acordo com os seus sintomas atuais, pensando em como você está se sentindo nos últimos dias. Após isto é interessante ler sobre os doshas ( botão princípios básicos) e a dieta dos doshas ( botão alimentação ).
O Ayurveda é uma medicina complexa e completa e utiliza diversas ferramentas terapêuticas para equilibrar os doshas: massagem ayurvedica, óleos medicinais, dieta, rotina diária de hábitos saudáveis, oleação e sudação ( purvakarma), fitoterapia ( uso terapêutico das plantas medicinais), terapias purificadoras ( panchakarma), medicamentos com metais, minerais e pedras preciosas ( rasa shastra), recomendação de atividade física, prática de yoga e meditação.
O Susruta Samhita coloca as 8 principais especialidades do Ayurveda que são estudadas nas faculdades de Medicina Ayurvedica:
1- Cirurgia geral ( salya)
2- Doenças da cabeça e pescoço, inclui oftalmologia e otorrinolaringologia ( salakya)
3- Medicina interna ou clinica médica ( kayacikitsa)
4- Psiquiatria e doenças de causas sobrenaturais ( bhutavidya)
5- Ginecologia, obstetrícia e pediatria ( kaumarabhrtya )
6- Toxicologia e envenenamento por animais peçonhentos ( agadatantra)
7- Terapia de rejuvenescimento ( rasayana tantra)
8- Terapia dos afrodisíacos ( vajikaranatantra )
( Susruta Samhita, tradução de Sharma, 2004: vol I, p 7 a 11)
Terminamos este pequeno artigo introdutório sobre o Ayurveda com as palavras do sábio Vagbhata no seu trabalho denominado Astanga Hrdayam, ou o coração dos 8 ramos da Medicina Ayurvedica, que é um resumo em 120 capítulos de todo conhecimento, acumulado no subcontinente indiano, até o século VII da nossa era:
“Aquele que satisfaz-se diariamente com alimentos saudáveis e com atividades que discriminam ( o bom e ruim em tudo e age sabiamente), que não é apegado ( demasiadamente) aos objetos dos sentidos, que desenvolve o ato da caridade, que considera todos como iguais ( agindo com gentileza), com sinceridade, com perdão e mantendo a companhia de pessoas boas, torna-se livre de todas as doenças” ( Vagbhata, Astanga Hrdayam, tradução de Murthy, 2007: vol I, p 52)
VER
http://www.ayurveda.com.br/ayurveda/home/default.asp?staticpage=yes&titulo=Ayurveda
Namaste
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